Como Garantir a Influência na Decisão de Compra com Rodrigo Wiethorn

Como garantir a influência na decisão de compra atualmente?

Conversamos com Rodrigo Wiethorn, COO da operação da Hostinger Brasil e fundador do blog ZMOT Institute.

Nesta conversa, você vai conferir:

  • O que mudou no comportamento do consumidor
  • Como influenciar a decisão de compra
  • O que é o Messy Middle
  • Vieses cognitivos que influenciam a tomada de decisão de compra
  • Principais ferramentas recomendadas

Recursos Comentados

ZMOT: https://www.thinkwithgoogle.com/intl/pt-br/tendencias-de-consumo/jornada-do-consumidor/zmot-conquistando-o-momento-zero-da-verdade/

Messy Middle: https://www.thinkwithgoogle.com/consumer-insights/consumer-journey/navigating-purchase-behavior-and-decision-making/

Rodrigo Wiethorn é Administrador de Empresas pela UFSC, entusiasta de Tecnologias Web, Darwinismo, Economia Compartilhada, Marketing e Comportamento do Consumidor, temas estes abordados em seu blog ZMOT Institute e portais como Digitalks e Startupi. Atua como COO da Hostinger Brasil, apontada pela publicação The Huffington Post como uma das 5 empresas que está ajudando a mudar o mundo através do empoderamento das pessoas pela internet. Conquistou o Prêmio Top de Marketing e Vendas da ADVB/SC por 4 anos consecutivos (2017, 2018, 2019 e 2020), assim como a certificação Great Place to Work (GPTW) por 3 anos (2018, 2019 e 2020) ,  o Selo RA 1000 do site Reclame Aqui bem como o  Prêmio Empresa Cidadã 2018 da ADVB/SC.

Cases de Sucesso

Prêmio ADVB 2017 – 100% melhor em 7 meses

Prêmio ADVB 2018 – Conquistando o Momento Zero da Verdade

Prêmio ADVB 2019 – Customer Sucess é o Novo Marketing

Transcrição

P: Sejam muito bem-vindos e bem-vindas ao canal do Vitamina Publicitária. Eu hoje estou aqui com Rodrigo… como que eu falo seu sobrenome?

R: Wiethorn.

P: Wiethorn.

R: Wiethorn. Não precisa ficar preocupado porque todo mundo pergunta, cara. 

P: Todo mundo pergunta? Da onde é? Qual que é a origem? 

R: Alemão. 

P: Maravilha. Rodrigo é COO da Hostinger Brasil. Rodrigo, prazer conversar com você aqui, muito obrigado e espero que a gente tenha uma excelente conversa, que eu tenho certeza que o pessoal vai gostar bastante aqui sobre comportamento do consumidor.

R: Legal, legal. Primeiro, obrigado, Daniel, pela oportunidade de falar aqui com vocês, com o pessoal da Vitamina. Vou usar o diminutivo Vitamina porque acaba ficando mais fácil, né? E queria também agradecer a todo mundo aí que tá vendo esse vídeo, acho que a gente vai conseguir passar algumas ideias bem legais sobre o que que é esse comportamento do consumidor, tentando deixar não tão teórico, e sim, muito mais prático, que é a dificuldade que a gente tem hoje em dia, né? Colocar as coisas em prática e ver resultado. E eu sou suspeito pra falar, adoro o conceito, adoro falar sobre isso, adoro fazer e estudar comportamento do consumidor, então, acho que vou conseguir ajudar. Se não ajudar, pode me procurar nas redes sociais que eu dou um jeito de tentar esclarecer um pouco mais e é isso.

P: Que bacana, que bacana. Pra quem não conhece, a Hostinger é um provedor de hospedagem com 29 milhões de usuários em 178 países e o Rodrigo é COO da operação aqui no Brasil. Rodrigo, conta um pouquinho aí da sua história, cara, como é que você chegou onde você tá hoje?

R: Cara, eu cheguei na Hostinger há quatro anos atrás, quatro anos e meio, vamos dizer assim, já era uma empresa que… é uma empresa multinacional, como tu comentasse, que tem muito cliente no mundo, veio pro Brasil há uns sete anos atrás mais ou menos. Eu conheci eles porque eu tinha um escritório de contabilidade, olha a loucura da coisa, né? E aí eu cansei desse mundo de números e sempre fui… gostei de marketing, sempre gostei de entender a cabeça das pessoas. Em um determinado momento, fiz essa parceria com eles e comecei a estudar muito mais a fundo essa questão de comportamento do consumidor, marketing digital e tudo mais. E cheguei aonde eu tô, cara, estudando, trabalhando muito, testando muita coisa, lendo muita coisa principalmente, tem muita informação legal, muito livro bacana, e tentando trazer isso pra prática, né? Tem coisas que deram muito certo, tem coisa que deu muito errado. E tô nessa batalha, e fiz aí esse projeto paralelo, que é o ZMOT Institute, que, basicamente, nasceu como um projeto pra documentar as coisas que eu estudava. Então, ao invés de ter um Word ou um Google Docs, eu criei um site, basicamente colocava lá as minhas ideias e tudo mais. Isso foi crescendo, eu fui criando conteúdo, hoje tô com 67 ou 68 conteúdos publicados. E tô lançando agora também o meu curso que mais ou menos fala sobre isso, né? Tenta amarrar essas questões de comportamento do consumidor teórico com prático, pra mostrar pras pessoas e ver se faz sentido pra elas. Pra mim, faz, e acho que faz sentido pra muita gente também que não conhece esse mundo ainda, e tô aí pra isso, tentar deixar as coisas mais fáceis, mais claras possíveis.

P: Legal, que bacana. Cara, boa parte da audiência aqui do Vitamina é gente que trabalha em agência, pessoal que estuda também marketing e comunicação, e tem gente também que não é muito do mercado de hoje, tem até mais experiência até, né, do que eu também, (veio de antes 03:52). Quando a gente faz um planejamento de marketing, normalmente, a gente levanta esses fatores que influenciam o comportamento do consumidor, em determinados mercados, produtos e serviços. Aí, normalmente, se levanta fatores macroambientais e microambientais, né? Então, como cultura, economia, o consumidor, os concorrentes, etc. Como que a internet, Rodrigo, na sua visão, por tudo que você tem estudado aí e colocado em prática, como que a internet mudou o comportamento do consumidor?

R: Cara, eu acho que a única diferença do que era pro que tá sendo agora, é a velocidade. Então, a internet quebrou barreiras, e muito mais do que quebrar barreiras no sentido de colocar pessoas que não podiam se conectar, ela aumentou a velocidade dessas conexões. Então, vamos pegar o exemplo dos nossos pais, ou mais um pouco pra trás, dos nossos avós. Cara, eles mandavam cartas, demoravam sei lá, uma semana. Eu me lembro quando eu era pequeno, chegou o fax, o Sedex, chegava em um dia. Porra, foi uma revolução. Hoje em dia, o que que a gente tem? WhatsApp. A gente acorda, abre o WhatsApp, manda uma mensagem e se a gente não vê em cinco, dez segundos os dois simbolozinhos azuis piscando, cara, a gente pira, quer entender o que tá acontecendo, porque a pessoa não tá respondendo. Então, pra mim, é muito isso, cara, o comportamento do… A internet mudou o que no comportamento? A velocidade. A gente tá fazendo as coisas muito mais rápidas, mas a gente tá fazendo sempre as mesmas coisas desde que gente é gente, desde que tem gente no mundo, né? Que, basicamente, é comer, se alimentar e sobreviver, acasalar, pra gente poder continuar a perpetuação da espécie e cooperar pra fazer esses dois de forma mais fáceis. Então, o que a internet tá atuando é nesse terceiro pilar aqui fazendo as coisas serem muito mais rápidas do que era antigamente. 

P: Perfeito, perfeito. E acho que um dos grandes pontos, tem toda essa questão da velocidade, tem a questão do ZMOT. Conta um pouquinho do ZMOT aí pro pessoal entender, quem não conhece o conceito, e, na prática, como é que isso funciona.

R: Legal, vamos lá, cara. Eu acho que eu posso falar com um pouco de propriedade sobre o ZMOT, como eu comentei ali na abertura, tô estudando isso há um bom tempo. Isso é um framework que o Google desenvolveu em parceria com um estúdio de comportamento do consumidor. E o que eles fizeram? Eles têm muito dado, eles têm a internet toda na mão, pra quem não sabe, 98 ou 96% da internet, do tráfego da internet, tá em Google e YouTube. Então, aqui vai uma primeira dica, se você tá se preocupando hoje com marketing, com comportamento do consumidor, com tráfego, você deveria estar pesquisando, deveria estar pensando em Google Search e YouTube. E a maioria perde muito tempo em Facebook e Instagram, sendo que o tráfego todo tá aqui, né? Tem ali alguns estudos que mostram que Facebook e Instagram… desculpa, Search e Youtube, eles são maiores do que os outros 48 maiores sites do mundo. Então, é gigantesco o negócio. E o ZMOT o que que é? Veio desse estudo, desse framework que tem essa quantidade de dados, e aí o Google entendeu, junto com esse estúdio de comportamento do consumidor, como é que as pessoas tomam decisões. Basicamente, a gente recebe um estímulo, ou seja, vê propaganda por tudo quanto é lado, ia, -antigamente, antes da internet, antes do ZMOT-, ia pra uma prateleira do supermercado, por exemplo, você tinha o primeiro contato com aquele produto, olhava, achava interessante, não achava interessante, comprava ou não comprava, e se comprava, ia pra casa e testava. Esse era o seu jeito mais ou menos de saber como é que um produto era bom e ter conhecimento do produto. Com o advento da internet, veio esse Z do MOT, o MOT significa moments of truth, momentos da verdade, ou seja, quando você tem contato. E, com ZMOT, veio o Zero que é o Z. E esse Zero o que que significa? Antes mesmo de você ter contato com o produto na gôndola, antes mesmo de levar pra casa e testar, você já consegue pesquisar sobre esse produto, você consegue olhar esse produto. Não consegue, claro, cheirar, não consegue ter o gosto, mas você consegue ver ele com todos os detalhes, e, mais do que isso, você consegue olhar a opinião de outras pessoas que já consumiram esses produtos. Então, antes mesmo de consumir, antes mesmo de tomar a decisão de compra, você já tem muita informação pra poder tomar a decisão. E o que o ZMOT trouxe é isso: se você entende como aparecer no momento que as pessoas estão procurando informação, o resto todo, que é ter contato com o produto e gostar ou não, vai ser influenciado por esse momento de pesquisa. Então, exemplos práticos: Tô pesquisando sobre um produto, quanto mais review eu vejo falando bem, mais tendência eu tenho a comprar, quanto mais review eu vejo falando mal, mais eu descarto o produto. E tem alguns outros detalhes, não vou me prolongar, claro, quem quiser pode acessar o meu blog aí e dar uma olhadinha, ou entrar no Google e digitar ZMOT, no meu, aparece como o terceiro link ali e aí vocês vão ver o que é esse ZMOT com todos os detalhes, eu explico lá quais são os quatro principais pilares. É bem legal assim, e é bem prático, que é o que a gente comentou desde o começo assim, a ideia é como eu pego esse comportamento e trago no dia a dia do meu negócio pra fazer a minha empresa crescer, vender mais, o que quer que seja, o que quer que seja o objetivo de cada um. 

P: Perfeito, perfeito. É aquela coisa, a diferença do inbound com outbound, você consumidor que foi atrás da marca, né? Ninguém interrompeu ele, ele que tem o interesse. Então, já começa o relacionamento de uma outra forma, né? 

R: Isso aí, cara. 

P: E o Messy Middle? Conta um pouquinho do conceito e é jornada do cliente com…

R: Isso, isso. Aí tu falasse um conceito legal, depois, a gente pode voltar nele, que é a jornada, a gente pode misturar com experiência. Mas o Messy Middle especificamente, é um outro framework que o Google desenvolveu. O ZMOT é lá de 2011, então, vê quanto isso já avançou, a gente tá falando ali de um framework que já existe há 10 anos. E em 2018, 2017, 18, eles criaram esse novo framework chamado Messy Middle, que não deixa de ser uma evolução e um complemento do ZMOT, mas ele foi pra um outro lado, e se a gente entender os dois e juntar os dois, a gente começa a ter uma ferramenta muito poderosa na mão pra entender comportamento e influenciar pessoas. A grande sacada ou a grande evolução do Messy Middle em relação ao ZMOT foi que o Messy Middle identificou basicamente seis… que eles chamam de seis vieses de comportamento. Então, o que que são esses vieses de comportamento? O ser humano, ele… não são todas as decisões que a gente toma de forma racional, a gente toma muita decisão, às vezes, com base em achismo, às vezes, porque alguém falou que é bom, às vezes, porque apareceu um desconto. Então, o que o Google fez nesse estudo de 2018, lançado em 2019, é entender quais são esses vieses, quais são esses gatilhos que ativam o processo de compra, ou que fazem o processo de compra ficar muito mais rápido. E aí, eles identificaram esses seis. Os dois principais, e aí já dou de lambuja, aqui óbvio, não vamos poder trabalhar os quatro, mas os dois principais é: prova social e grátis, coisas grátis. Então, se você quer acelerar o processo de compra do seu cliente, você tem que dar prova social, ou seja, mostrar review de pessoas falando bem de você, e oferecer coisas grátis, né? Tipo compre dois, leve um, compre esse, leve aquele outro de forma gratuita. Então tem N variações desses tipos de comunicação, esses são os dois principais. Existem outros quatro, como eu falei pra você, são seis no total. Recomendo realmente estudar esses seis como um todo, porque, basicamente, o Messy Middle, a grande sacada dele foi isso, ele trouxe também um… não um framework, mas um modelo de como as pessoas navegam nesse processo de comportamento, nesse processo de procura de informação e de compra. Mas o que eu acho mais legal, mais legal de tudo dentro do Messy Middle, são esses seis vieses, porque se a gente sabe eles, a gente consegue adaptar as nossas campanhas, as nossas comunicações pra bater em cada um desses seis pontos. E aí você pode usar, às vezes, por exemplo, campanha de remarketing pra cada campanha focar num ponto específico desses vieses e aí você reforça muito mais a comunicação. Claro, não dá pra gente dizer que vai vender 100%, não dá vender… não dá pra dizer que toda comunicação que você criar vai funcionar 100%, mas, cara, isso te dá um direcionamento tão grande, uma assertividade tão grande, que é muito normal ver empresas que não usavam passarem a usar e começarem a ver as taxas de conversão subirem, porque, justamente, estão ativando esses vieses de decisão das pessoas. E é assim que o ser humano funciona, cara, a gente tem… Tem um estudo que diz que a gente faz 35 mil decisões por dia, né? E pra conseguir fazer as pessoas comprarem, a gente tem que ativar um lado do cérebro muito mais por impulso do que outra coisa. E o Messy Middle veio pra isso assim, mostrar quais são os seis vieses que irão reforçar esse processo de compra, essa decisão de compra. Parece teórico, é um pouco teórico, mas, na prática, cara, tem muita aplicabilidade e eu recomendo pra todo mundo entrar no estudo do Google que fala sobre esse Messy Middle, dá uma lida, ele é extensivo, ele não tem em português ainda, ele é em inglês, mas se você não lê em inglês pode jogar lá no Google Tradutor, no Google Translator, ele tem uma função de traduzir PDF, não fica 100%, mas, cara, dá pra ter uma ideia assim, muito boa de como é, e eu realmente recomendo ler.

P: Que bacana, que bacana. É que é tanta informação, que o problema não é a informação, é a tomada de decisão.

R: Isso.

P: Então, parece que se o comprador não tiver um modus operandi dinâmico, é aquela coisa de paralisia por análise, né? Você não tem como consumir tanta informação e avaliar… extrair e avaliar tanta informação, né? Então, quer dizer que esses vieses cognitivos, é como se fosse uma leitura dinâmica do processo de compra?

R: São gatilhos que fazem esse processo de compra ser acelerado. Então, a gente… muito do pessoal que tá ouvindo a gente, deve estar ouvindo… já ouviram falar de gatilhos mentais, né? Os gatilhos mentais vão aonde? Eles encaixam nesses vieses cognitivos e disparam. Então, o próprio nome já diz: gatilho. Esse gatilho vem aqui, dispara esse viés, e esse viés acelera o processo de compra. Então, a gente pode, talvez, falar um pouquinho de por que que isso funciona, que é basicamente como o cérebro funciona. Então, se a gente dividir o cérebro em dois, uma parte mais externa e uma parte mais interna, essa mais evoluída, mais automática que a gente não tem consciência, então, por exemplo, respirar, comer, olhar, isso tudo tá aqui dentro, e tem uma parte mais externa que é muito mais analítica, conta matemática, que é muito mais lenta. Então, o que que o Messy Middle tá falando? Se a gente ativar, trazer a parte da compra pra cá, a gente vai fazer as decisões de compra serem muito mais rápidas, muito mais assertivas, porque se a gente criar contas… mensagens complexas e um processo de compras complexo, esse lado aqui do cérebro mais de fora, que é mais devagar, ele vai demorar mais pra decidir e pode acontecer o que tu falasse, inanição por falta de… por excesso de informação, ou seja, a pessoa trava e fala o seguinte: “Olha, eu não sei o que que é melhor”. E aí a gente pode ver, por exemplo, N pesquisas na internet. Por exemplo: traze pra Hostinger, melhores hospedagens de site. Você vai ter lá um link com um site listando as hospedagens de sites e mostrando os prós e contras de cada um. Isso também é resultado desse mundo que a gente tá vivendo de excesso de informação.

P: Perfeito. Se eu não me engano, é o cérebro reptiliano, né? 

R: Isso.

P: Aquele mais interior. 

R: Isso.

P: Tem um review no Vitamina do Neuromarketing Aplicado à Redação Publicitária da Lilian Gonçalves, e é muito interessante, é nessa linha.

R: Legal.

P: E aí tinha um estudo lá no estudo do Messy Middle que comparava barato com o melhor, né? 

R: Sim.

P: Então, mostrava que, ao longo dos últimos anos, acho que era desde 2009, barato caiu enquanto o melhor subiu. O que você entende por esse estudo e o que a gente pode concluir disso?

R: Cara, basicamente isso que a gente acabou de falar assim, o comportamento tá mudando, as pessoas têm… estão olhando critérios diferentes, né? Tem tanta informação sobre barato, que ficou difícil decidir qual o mais barato. Olhando todos os baratos que existem, tem N… tantos N outros critérios que a gente… que não só o preço ficou o principal componente, outras coisas complicaram ainda mais o processo de decisão e as pessoas estão pesquisando. “Tá, eu não quero saber qual é o mais barato, quero saber o que é melhor, dentro dos melhores, eu vejo o que tem o maior custo-benefício pra mim”. Posso ir no mais barato, posso ir nos mais caro ou posso procurar um mediano. E aí tem teorias também que mostram justamente isso, tem um viés comportamental que é justamente isso: as pessoas tendem a escolher sempre o meio. Não é à toa que a gente vê muito site, muita empresa fazendo, por exemplo, programas SAS, software SAS, tem o muito barato, o muito caro e o meio. Basicamente, o meio justifica pra gente poder comprar e achar que aquele ali é o melhor, quando não necessariamente o do meio é sempre o melhor.

P: Perfeito, perfeito. E o que que você indica hoje de ferramenta pra colocar isso na prática? Claro, você comentou do seu curso, eu acho que lá, você vai, realmente, destrinchar a coisa na prática. Mas assim, só de… a gente sabe hoje que bom, o Google então, é a maior ferramenta de venda da internet, a gente tem hoje também o Google Ads, Facebook Ads, Instagram, tal. Tem algumas outras que você poderia comentar que são interessantes aí pro pessoal?

R: Tem.

P: Eu vi outras entrevistas que você comentou: “Pô, (inint 17:59) é fundamental, você não precisa só pagar, você pode estar no orgânico também”. Algumas outras coisas que você gostaria de comentar nesse sentido?

R: Sim, sim. Eu acho que a gente tem que dividir em dois momentos assim, né? Quais são as ferramentas que a gente vai usar pra um processo de pré-compra, e quais são as ferramentas que a gente vai usar pro processo de compra, pra convencimento de um consumidor. Então, quando a gente fala de pré-compra, a gente precisa entender: tá, como o consumidor tá pesquisando? Porque, no final das contas, o que a gente faz hoje basicamente é: eu tenho uma dúvida, tenho uma necessidade, eu pego meu celular e pesquiso. Então, se você sabe como as pessoas estão pesquisando, você tem um grande indicativo do que elas querem, e sempre que existe uma primeira pesquisa, tem as pesquisas complementares. Vamos tentar trazer isso pra prática, vamos pegar o caso da Hostinger: hospedagem de sites, as pessoas pesquisam sobre hospedagem. Só que elas têm tanta opção de hospedagem em site, que, depois, elas olham, fazem pesquisas complementares: hospedagem em site barata, melhor hospedagem de site, como criar um site. Então, no momento que a gente entende como as pessoas estão pesquisando, a gente consegue melhorar nossa comunicação. Uma coisa é eu falar hospedagem de sites, outra coisa é eu falar hospedagem de site, parecem coisas parecidas, podem ser um pouco diferentes quando a gente fala de pesquisa, e a gente tá falando de pesquisa. Então, entender esse (IO) pra esse mundo de topo de funil, pra mim, Rodrigo, que estudo comportamento do consumidor, é essencial, porque ou a gente olha por aí, e aí tem muito dado, é muito fácil de ter informação, ou a gente tem que ir a campo e fazer entrevista com cliente. E, cara, é difícil pra caramba, primeiro, convencer gente a participar de pesquisa, fazer a entrevista, e, terceiro, que é o pior de tudo, tá? Tem vários artigos científicos que estão mostrando que as pessoas mentem nas entrevistas, não por vontade própria, mas porque o que elas acham que é, pode não ser. Então, tá provado já que o jeito certo de fazer pesquisa é a gente botar as pessoas dentro de uma máquina de ressonância magnética e ver qual região do cérebro que acende. Mas vamos voltar, fui um pouco longe, né?

P: Não, excelente.

R: Então a gente tá falando um pouco de topo de funil, a gente tem que falar, tem que entender de SO, é o que eu vejo. E aí falando de ferramentas, você pode ter ferramentas muito boas e muito top de mercado como Similarweb, como Semrush, como (inint 20:36), né, que eu, particularmente, acho que são as três melhores, ou são as três que eu usei e achei melhor. E se você quiser um custo-benefício um pouco maior, você pode usar o Ubersuggest que é bem baratinho, né? E se você quiser gratuito, vai dentro do Google Ads tem uma ferramenta chamada Keyword Planner, então, você também consegue usar. O grande problema de usar o Keyword Planner, é que, de vez em quando, o Google faz uma modificação lá e aí ele mostra ora a quantidade exata de pesquisas que tem por mês, e ora ele mostra o intervalo, só que o intervalo deles é, por exemplo, de 100 a mil, de mil a 10 mil, de 10 mil a 100 mil pesquisas, e aí você não sabe se… quanto que tá naquela faixa, aí fica difícil tomar a decisão. Eles mexeram, eu olhei e tentei fazer faz um mês e pouco mais ou menos, e eles voltaram a colocar a quantidade exata. Então, dá pra usar até de graça o Keyword Planner. Aqui a gente tá falando de topo, então, entender a jornada inicial e quando a gente fala ali de jornada de consideração, o que eu acho muito interessante, tá? Primeiro: YouTube. Então, tem lá os Discovery Ads, cara, aquilo funciona e funciona muito bem, você consegue ali ter views de custo de três centavos de real, três centavos de dólar dependendo de como você vai setar a campanha. Dá pra usar o Search, Google Search, e como a gente falou lá atrás, mais da metade, 90 e tantos por cento do tráfego da internet tá dentro do Google Search, então, você tem que fazer campanhas lá dentro. Não só campanhas pagas, mas campanhas gratuitas, que foi o que a gente tinha comentado agora pouco, o orgânico funciona, funciona bem, mas demora muito, então, se você quer fazer aí um processo de aceleração, digamos, quer aumentar suas conversões e aumentar o seu tráfego, você tem que ir pra anúncio porque não existe almoço grátis, né? A gente tem que pagar. E eu, particularmente, ultimamente, cara, tenho tido algumas restrições com anúncios de Facebook e Instagram. Pra mim, Rodrigo, particularmente, não roda muito nas operações que eu já toquei, mas claro, tem muita gente vendendo muito por Facebook e Instagram. O que que eu digo? Você precisa testar. Pra mim, Rodrigo, por exemplo, LinkedIn Ads rodou e rodou muito bem. A gente olha inicialmente: “Ah, parece muito caro”. Claro, o CPM e o CPC deles são caros, mas se a gente ver o CPA ou o CAC, cara, não é tão caro, né? Fez mais sentido, por exemplo, pra mim LinkedIn do que Facebook e Instagram. Então, basicamente, as duas ferramentas ou os dois grandes conceitos que eu acho bacana são esses. Consideração, topo de funil, SO, entender de SO, e jornada de consideração, você mexer com anúncio e também SO, porque você consegue ter ranqueamento. E, claro, daí desculpa te cortar, mas é uma coisa que não dá pra gente esquecer de falar. 

P: Por favor. 

R: Tem um conceito muito bacana de jornada do cliente, e aí tem muita ferramenta já na internet, só que a maioria, hoje, são softwares de fora de… você consegue fazer mapeamento de jornada, então, você cria lá as etapas, vai fazendo todas as análises, vai cruzando, por exemplo, palavras-chaves com etapas da jornada, que fica bem legal, dá um trabalho grande, mas quando você termina o mapeamento da jornada e olha: “Opa, essa palavra-chave eu uso aqui, essa aqui, e essa acolá”, cara, aquilo te abre um olho e te mostra: “A minha campanha de topo de funil tem que ser assim, e as campanhas de remarketing tem que ser assado”, porque uma coisa vai complementar a outra. Mas, no geral, acho que são as grandes ferramentas hoje que eu vejo que estão… que funcionam e funcionam bem pra gente entender o comportamento de cliente.

P: Legal. Fantástico. Incrível. Um dos últimos vídeos que a gente publicou aqui no canal são templates do Notion, que é um aplicativo muito bacana, não sei se você conhece, e aí template de planejamento de marketing, comunicação, template de business plan, aí tem template de persona lá, e você me deu a ideia de fazer template de jornada do cliente com palavras-chaves e bem interessante, porque ele é tão flexível que dá pra fazer e jogar isso dentro de um planejamento de marketing, e complementar o template. 

R: Sim, sim. É sensacional, cara, assim, quer ver quando tu pega essa jornada pronta e entrega pro teu cliente, e mostra pra ele: “Olha, esse aqui é o jeito que o teu cliente tá pesquisando, se comportando, esse aqui é o jeito que a tua campanha tava estruturada. Olha só a quantidade de furo que tem aqui na tua comunicação”. E o cara: “Putz, vou te contratar”.

P: Perfeito. E aí, é nessa linha então, que a sua consultoria no ZMOT Institute deve ir ou, enfim, vamos deixar aqui a deixa, quem quiser saber mais entra em contato com o Rodrigo pra saber mais como é que funciona a consultaria. E me conta um pouquinho onde é que as pessoas podem te achar melhor. É o zmotinstitute.com, né?

R: Isso, zmotinstitute.com, no site. Basicamente, ele tem os formulários de contato, tem até um live chat, você pode conectar ali e falar comigo. E qual que é a ideia desse projeto? Basicamente, eu tento mostrar pras pessoas isso que a gente tá conversando aqui, óbvio, de uma maneira às vezes mais… com mais detalhe, então, vão ter momentos onde… tem momentos que eu entro e mostro, explico e digo: “Ó, agora faz”. E tem outros momentos que as empresas me contratam dizendo: “Rodrigo, mapeia a jornada, me diz quais são as palavras-chaves, monta as campanhas pra mim”. Então esse é outro tipo de trabalho, claro que demora muito mais tempo pra fazer. Mas, no geral, o que eu procuro fazer, e esse é o objetivo do ZMOT Institute, é mostrar pras pessoas como entender comportamento do consumidor. Então, dá pra entender isso lendo os meus artigos, dá pra entender isso comprando os cursos que eu tô lançando agora no mês de novembro, e dá pra aprender a fazer isso também me contratando pra fazer o projeto pra você. 

P: Show de bola. Show de bola. Rodrigo, foi um prazerzaço receber você aqui. Muito obrigado. Pessoal, quem quiser saber mais acessa lá zmotinstitute.com. Rodrigo, espero que até uma próxima, a gente possa conversar mais aí com você e que… muito sucesso aí pro ZMOT Institute. Pra Hostinger não precisa nem falar, porque já estão estouradaços aí. E tudo de bom, cara, muito obrigado pela sua presença aqui no canal.

R: Legal. Eu que agradeço o contato, agradeço a possibilidade de abrir espaço aí, Daniel, e agradeço todo mundo que tá vendo esse vídeo, e se precisar tô aí, tô pra ajudar. Como eu falei, quero ajudar as pessoas a entender comportamento do consumidor, precisando entender, entre em contato, oportunidade e vontade de ajudar não vai faltar. 

P: Maravilha. Obrigado, Rodrigo. Até a próxima. Valeu, pessoal.

R: Valeu, tchau, tchau. Obrigadão. 

Um comentário

Os comentários estão encerrados.