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Ainda é coisa de Americano

Nos próximos 4 anos seremos sede de 3 dos principais eventos esportivos do mundo, Copa das Confederações, Copa do mundo e Olimpíadas. Sem mencionar os inúmeros problemas estruturais (que são óbvios), me preocupa muito nossa capacidade de organizar um evento esportivo de grandes proporções. O Pan-Americano realizado na cidade do Rio de Janeiro em 2007 mostrou que é possível, apesar de não ter sido espetacular, ter sido um prato cheio para superfaturamentos e mostrar a incapacidade de administrar o tal do “legado”, com alguns dos espaços recém-construídos tornando-se praticamente obsoletos ou muito mal administrados.

Mas falando do evento como uma grande atração, é preocupante o que ainda assistimos pelo Brasil afora, devemos reconhecer que muito se evoluiu quando se trata de entretenimento esportivo, mas o nosso amadorismo se torna claro quando assistimos a final do Super Bowl por exemplo. Como é possível um esporte que só é o número 1 nos EUA terem tamanha repercussão e retorno financeiro?

Um evento que mobilizou 111 milhões de pessoas pelo mundo em sua última edição (talvez a grande maioria para assistir ao show da Madonna durante o intervalo), 30 segundos de intervalo não custaram menos de US$ 3.5 milhões, é como todos sabem, o espaço publicitário mais caro do mundo. Como eles conseguem fazer das propagandas uma atração à parte? Como conseguem fazer com que 125 empresas diferentes comprassem o espaço comercial nos últimos dez anos? Como o nosso futebol, esporte mais popular de todos, não conseguiu ainda realizar uma liga com tamanhas proporções? Isso sem falar no que vemos nas ligas americanas de basquete, beisebol e hóquei.

Devemos reconhecer que quando falarmos de marketing esportivo, nós e o resto do mundo ainda temos muito o que aprender com os Yankees, afinal, isso ainda é coisa de americano.

Por Guilherme

Publicitário, pós-graduado em marketing, apaixonado por comunicação, fã de cinema, séries, música, livros, esportes e miojo de tomate com maionese!

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