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Consumo na era 2.0

A tecnologia muda o tempo inteiro: você já tem o iPhone 4S, o modelo mais moderno de notebook, um iPad? Se você tem a sensação de que nunca está plenamente atualizado com a tecnologia, você não está sozinho. Mas será que precisamos mesmo disso tudo?

Parece que tanto no trabalho quanto na vida pessoal somos cobrados por isso. Como se ter um smartphone último modelo e estar conectado o tempo inteiro fossem sinônimos de estar bem informado, atualizado com o mundo.

Alguém precisa mesmo ter um iPad se já tem um iPhone? Precisa trocar seu iPhone 3 pelo 4S? A propaganda consegue convencer muitos que sim. E isso é muito mais parecer do que ser, porque o sujeito chega a um ponto que está tão sobrecarregado de aparelhos e informações
diferentes que não consegue absorver nenhuma delas com profundidade.

Um gadget é um símbolo de status, e isso foi criado na relação do consumidor com a marca. Os usuários fãs de iPhone querem exclusividade, são verdadeiros adoradores da marca e por isso, compram a idéia de que sempre precisam de um aparelho novo.

Além disso, há a questão da exposição. Sim, porque não basta apenas ter, você precisa mostrar. As insuportáveis fotos de comida tiradas com o Instagram são bons exemplos disso. Nas redes sociais, por meio de seus aparelhos eletrônicos, todos tentam insistentemente criar uma ideia de felicidade forçada.

Você já sentou em um bar com um amigo que não parava de olhar seu Facebook ou responder e-mails no celular? E a relação com o “real” vai ficando cada vez menos importante.

A tecnologia é ótima, e o problema não está no seu avanço, mas no mau uso que fazemos dela. O consumo desenfreado, além de caro para o bolso e para o planeta, está criando um exército de prisioneiros da tecnologia. Faça o teste: tente ficar um dia inteiro sem celular e internet. Será que você consegue viver sem tecnologia?

Autor: Poka Nascimento

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