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Entrevista com Marina Erthal

Marina Erthal cursava Publicidade e Propaganda na Universidade Federal de Mato Grosso quando se inscreveu para a sexta edição de O Aprendiz, comandado na época por Roberto Justus. Mal sabia ela que aquilo iria transformar a sua vida radicalmente, ela foi a grande vencedora daquela edição e se tornou, na época com apenas 20 anos, a estagiária mais bem paga do Brasil.

Cheia de garra e com simpatia de sobra, Marina se tornou uma das referências da nova geração de publicitários graças ao excelente trabalho que vem realizando até hoje no grupo Newcomm e em suas palestras pelo país .

Convidamos ela para um bate-papo e o o que ela nos contou, você confere agora!

VP: Como surgiu o seu interesse pela profissão? Já pensou em trabalhar em alguma outra área que não fosse a publicidade?

ME: Desde novinha sempre gostei de criar, inventar, fazer arte, rs. Quando fui entendendo melhor as profissões, logo me identifiquei com a publicidade e não tive dúvidas. Pesquisei muito sobre a área, o mercado e vi que estava indo pelo caminho certo. Hoje não consigo me imaginar sendo advogada, ou psicóloga, ou qualquer outra coisa. Acho que nossa profissão tem que ter relação com aquilo que a gente gosta de fazer e sente prazer, porque é algo que você vai levar pro resto da vida.

VP: Entre as grandes diferenças que devem existir entre os mercados de Cuiabá e São Paulo, qual delas você acha a que é a mais significativa e no que os mercados se assemelham?

ME: É muito diferente trabalhar em uma agência de 30 funcionários e uma de 300, sem contar que as contas são muito maiores, também. Mas ao mesmo tempo, a essência das agências é muito parecida. Todo mundo trabalhando muito, se dedicando ao máximo e apaixonado pelo que faz. Muita pressão, muita cobrança e muito prazer ao ver o trabalho na rua e com reconhecimento.

VP: Como foi participar de O Aprendiz? Conte-nos um pouco sobre a emoção que sentiu ao ser escolhida para participar do reality.

ME: Falar sobre o Aprendiz é uma das coisas que mais gosto. Inclusive, é um dos assuntos principais das palestras que dou pelo país. Foi uma experiência única, que me fez crescer, aprender e amadurecer muito. Não consigo traduzir em palavras, só quem passa por isso sabe o que estou falando. Fiz coisas e descobri uma Marina que não conhecia. Na hora que a gente precisa, nossa força e potencial aparecem, e isso nos enche de orgulho. Não vou negar que foi muito difícil. Foi! Foi tenso, difícil, sofrido, puxado. O Roberto e toda equipe exigiam muito dos participantes. Mas sair disso vitorioso com seu empenho reconhecido não tem preço. As vezes me pego pensando e nem acredito que tudo isso aconteceu e eu ganhei. Tinha muita gente boa lá, mas tentei dar o meu máximo para alcançar meu grande sonho. E deu certo, né?

VP: Aparentemente deu certo sim, rs. Profissionalmente, o que mudou na sua vida após a participação e principalmente após a grande vitória que conquistou?

ME: Tudo mudou. Mudei de cidade e de emprego. Deixei a família e amigos longe e vim atrás de um grande sonho. No início não foi fácil, mas logo vi que essa mudança seria pra melhorar a minha vida e hoje sou agradecida por tudo o que aconteceu. Sou realizada com minha vida atual. Vivo para o trabalho mas sempre tento voltar para minha cidade rever as pessoas que eu amo.

VP: Como é o Justus no dia a dia? Muito diferente do que víamos durante as edições do programa enquanto ele as comandou?

ME: Sem dúvida ele é muito diferente. No Aprendiz ele interpreta um personagem e vai sempre interpretar, pois é aquilo que dá a graça ao programa. No dia a dia ele é uma pessoa maravilhosa, um chefe, amigo, conselheiro, querido, que me ajuda muito. Claro que ele é rigoroso e exigente, gosta de tudo perfeito, mas isso é ótimo. Me faz crescer e me esforçar para melhorar cada vez mais. Aprendo muito com ele todos os dias.

VP: A Y&R é famosa por ser uma das agências que mais se preocupam com a carreira dos seus profissionais. O Quintela é um dos que sempre destacam isso quando tem a oportunidade de fazê-lo. Qual a importância de estar em uma agência que possui está visão e o que você acha que um profissional precisa oferecer para ter uma oportunidade por lá?

ME: É um sonho trabalhar na Young. Estou aqui há 4 anos e não consigo me imaginar em outro local. Além de ser uma empresa admirável, o ambiente de trabalho é incrível e os funcionários são pessoas do bem, além de excelentes profissionais. Não tenho do que reclamar. Aqui oferecem um ótimo plano de carreira, com grandes oportunidades de crescimento, além de mimar os funcionários com inúmeros serviços, como manicure para as mulheres, massagem, frutinhas cortadas na sua mesa no meio da manhã e da tarde, presentes nas datas comemorativas, e tudo isso faz uma grande diferença.

Acredito que pra ter uma oportunidade aqui é fácil. Basta ser bom e gostar do que faz. A Young é uma empresa muito aberta a novas oportunidades e funcionários dedicados.

VP: Falando um pouquinho de você, qual a sua campanha publicitária predileta, aquela ideia que você gostaria de ter tido?

ME: O mercado publicitário, tanto do Brasil quanto de fora, é riquíssimo, tem muita gente boa e diariamente me deparo com cases, campanhas e anúncios que penso: “CARAMBA! COMO NÃO PENSEI NISSO ANTES?” Rs. Dá orgulho e estímulo trabalhar assim, porque isso faz você se “puxar” e se esforçar cada vez mais e mais. Na Young trabalho com um grande ícone, um dos maiores redatores da história, que é o Eugênio Mohallem e a maioria das peças dele eu gostaria de ter feito parte da ficha, rs. Uma das minhas preferidas é “A Primeira Parati”, uma paródia do “Primeiro Valisere” do Olivetto, que eu também queria ter criado, rs.

VP: E as campanhas onde você participou da criação? Consegue destacar qual é a sua criação predileta?

ME: Sem dúvidas uma campanha que criei e tenho muito orgulho foi o “Ticket de Espera” para a Santa Casa de São Paulo. Além de ter mais de 1.500.000 de views no Youtube, tem um grande significado pra mim, pois foi para ajudar pessoas e salvar vidas. Certamente foi um grande case na minha vida. Até hoje as pessoas vem falar comigo sobre ele. Mas no momento também está saindo do forno umas campanhas novas que criei e gosto muito também. Assim que estiver no ar, eu conto pra vocês. Quem quiser ver o Ticket de Espera, é só conferir aqui.

VP: O que gosta de fazer fora do trabalho? Queríamos que falasse um pouco sobre os seus hobbies.

ME: Como o ritmo de trabalho é muito cansativo durante a semana, sem hora pra começar e sem hora pra acabar, final de semana gosto de descansar indo pra praia no litoral. Lá tenho sossego e fico longe da loucura do trânsito e correria de SP. Se fico por aqui, gosto de ir ao cinema, sair pra jantar, correr no parque, e outras coisas que não consigo fazer na correria de segunda a sexta.

VP: Marina, para finalizar, além de agradecer a sua disponibilidade em nos conceder esta entrevista, qual o conselho que você deixaria para os estudantes e para os publicitários, sobretudo os redatores em início de carreira?

ME: Participar do Aprendiz foi a maneira que encontrei de alcançar o meu maior sonho: trabalhar em uma grande empresa e ser reconhecida profissionalmente. Acredito que antes de qualquer coisa a gente precisa ter muito claro em nossa mente quais são nossos objetivos e o que a gente busca para nossa vida e nosso futuro, porque a hora é agora. Somos jovens e há um mundo de oportunidades ao nosso redor. Esperto é quem consegue se aproveitar de todas elas. O mercado de trabalho está sempre aberto pra gente boa. E é isso que aconselho a todos os jovens: vão atrás de seus sonhos e objetivos, porque quando a gente quer, a gente consegue tudo.

Por Guilherme

Publicitário, pós-graduado em marketing, apaixonado por comunicação, fã de cinema, séries, música, livros, esportes e miojo de tomate com maionese!

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