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É hora de compartilhar, mas saberemos impor os limites?

Começo o post de hoje com uma tarefa: jogue seu nome no Google e veja os resultados. O que aparece? Quais os tipos de referências você encontra sobre você mesmo? Encontrou muita coisa? É gente, o que você encontrou é um pouco (ou tudo) o que dá pra saber sobre você na internê.

Quer outro lugar bem do bacana pra gente saber tudo sobre a vida de uma pessoa? Suas redes sociais. É ali que demonstra tudo o que ela é (ou não é) e é ali que ela está disposta a passar grande parte do seu tempo, contando suas histórias, curtindo e compartilhando com outras pessoas que têm o mesmo objetivo. Não é a toa que as análises de comportamento do público alvo também levam em consideração suas atitudes nas redes sociais.

O assunto pode parecer meio batido, mas não sei se você já percebeu que cada vez mais sentimos a necessidade de compartilhar TUDO o que fazemos. Ok, você pode dizer que somos seres humanos e temos a necessidade de contar histórias e que atualmente as pessoas perceberam seu “poder” e se tornaram participativas, produtoras de conteúdo também. Tá. Mas qual conteúdo? Ele é realmente relevante e quais são as consequências?

Um exemplo: Eleições 2012 e a quantidade de fotos tiradas da urna. A lei proíbe o uso de celulares com câmeras na cabine de votação. De acordo com o artigo 312 do Código Eleitoral, violar ou tentar violar o sigilo do voto é crime eleitoral, cuja pena chega a dois anos de detenção. E o que a gente viu? Só dar uma busca no instagram da hashtag #urna e ver as várias fotos tiradas e publicadas.

O que nos leva a fazer coisas simples como essa e chegar a infringir a lei? Qual a verdadeira necessidade de compartilhar? Qual a sensação que isso nos traz? Seria a sensação de pertencimento, de fazer parte de um todo e mostrar com suas próprias mãos a sua versão para uma mesma história?

Faz parte do ser humano esse espírito de compartilhar informações. A sensação que temos ao saber que fomos o primeiro a ver tal notícia e que conseguimos influenciar os nossos amigos é muito boa, nos faz sentir que somos relevantes e podemos colaborar com o outro. Isso nos impulsiona a compartilhar e esperar pela aceitação daquilo.

Só pra fechar o assunto deixo vocês com um vídeo (meio antigo já mas que retrata bem o assunto) produzido na Bélgica (a legenda está em inglês mas dá pra entender) e que mostra exatamente o poder das informações pessoais que colocamos nas redes sociais.

Impressionante e uma grande realidade. Mas até que ponto isso é normal e qual o ponto que vamos chegar, sendo capazes de expor a nossa própria vida em troca de likes e shares? E mais, vamos conseguir impor o limite entre o que é compartilhável e o que é restrito a nossa intimidade?

Por Fernanda

Fernanda Spinosa é estudante de Publicidade, com o pé na Produção de Conteúdo Digital e Social Media. Trabalha há 2 anos na área, gosta de Chaves e não dispensa uma boa música, seja o ritmo que for.

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