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O que você faria para agradar a 30 milhões de pessoas ao mesmo tempo

O que você faria para agradar a 30 milhões de pessoas ao mesmo tempo?

Não foi só o Sport Club Corinthians que alcançou uma etapa gloriosa no futebol. A mídia brasileira também venceu o medo de trabalhar a notícia de forma mais ousada, a fim de cativar seus ouvintes, telespectadores e leitores. Esse campeonato em especial, da Taça Libertadores da América 2012, deu pela primeira vez um título ao Corinthians e a poli position a muitos veículos de comunicação. A notoriedade do time brasileiro, que já era uma marca forte no mercado, tomou proporções tão extremadas que as escolas de comunicação compararam essa final como se fosse a de uma Copa do mundo.

A mídia jornalística, sem receio de parecer tendenciosa, abraçou a causa. Todos se dispuseram a atender um contingente que não deixa de exigir e que prova a cada minuto que aprecia esse direito. Se de um lado a nação corintiana, que vive pelo time, ia gostar de ver o ineditismo da conquista narrado de todas as maneiras possíveis, a atuação dos jornalistas fez com que isso se concretizasse. Houve emoção, um ‘torcer junto’, um incentivo escondido entre uma linha e outra, uma fé no texto e na voz que nunca foi tão explicitado. Era um indício de que era preciso aproximar-se do público de uma maneira aparentemente natural.

No dia seguinte à disputa, foi possível avaliar que o efeito “alvinegro” tinha mesmo funcionado. A emissora de canal aberto – Globo – que transmitiu a partida, obteve 42 pontos no ibope, com picos de 52 (números estes que só foram alcançados anteriormente por finais de novela gente!). Cada ponto equivale a 60 mil domicílios sintonizados na Grande SP (segundo informações do Ibope). Os principais jornais impressos do País, como Folha de São Paulo, trouxeram a matéria de capa enquanto no site mantinham um banner alusivo ao campeonato, incluindo aproximadamente oito chamadas na homepage entre: capa, destaque, banco de imagem, comentário de colunistas, tema do dia, chamada para matéria internacional e opções para quem não queria notícias sobre a Libertadores.

A participação dos internautas no microblogging Twitter também foi massiva. Temas relacionados ao “Corinthians” ocuparam nove dos 10 assuntos mais comentados no Brasil nos Trending Topics. Sem contar as matérias especiais que integraram a programação televisiva da última semana, seja nos jornais especializados de esporte, noticiários nacionais e programas de auditório. E ainda tem muito mais vindo por ai.

As empresas de comunicação sabiam que investir nessa temática surtiria resultado instantâneo, tanto que mesmo não acompanhando integralmente, você sabe muito bem como se deu essa final e os caminhos que levaram a ela. Vitorioso ou não na peleja futebolística, os corintianos podem se considerar vencedores também na arte do marketing, pois além de cativar e fidelizar o público, conseguiram marcar seu nome na história da revolução da difusão da informação. Será que isso é uma tendência?

Autora / Repórter Convidada: Giovana Cabral

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