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Não Confunda Ser Otimista com Ser Visionário

Como dependente – digo, heavy user – do Facebook, vejo todos os dias a repetição de que precisamos ser otimistas, que precisamos reconhecer nosso valor diante do trabalho que realizamos. As frases, os pensamentos, as citações (que nos perdoe Clarice Lispector que já foi “responsável” por tanta besteira que nunca disse), acompanhadas sempre de uma imagem (tão reflexiva quanto a própria frase), me fizeram pensar na seguinte questão: estamos sendo otimistas ou visionários?

Segundo nosso amigo de longa data, Michaelis, otimismo é a “Disposição, natural ou adquirida, para ver as coisas pelo bom lado e esperar sempre uma solução favorável das situações, ainda as mais difíceis.”. Ser visionário, por sua vez, é definido como “Que crê em visões. Que tem ideias quiméricas ou excêntricas.”. O buraco é mais embaixo e as coisas são bem diferentes. Vamos analisar…

Ser otimista é crer que seu cliente, de pequena empresa, com estratégia e planejamento, mesmo com orçamento apertado, pode aumentar suas vendas e lucros em um prazo e espaço estudados e definidos (e reais). Ser visionário é acreditar veemente que esse mesmo cliente vai equiparar suas vendas a um concorrente nacional. Ser otimista é acreditar e trabalhar para que as campanhas/peças/layouts sejam aprovados e estejam indo ao encontro dos objetivos do cliente. Ser visionário é crer que seu cliente vai aprovar tudo. De primeira.

Veja bem: atualmente, é bom (e até necessário) que as agências sejam UM POUCO visionárias. É preciso que elas estejam preparadas para desafios inesperados e que, a partir de ideias incialmente consideradas absurdas, encontrem uma solução inovadora e eficiente. Mas, no entanto, todavia, entretanto, é MUITO MAIS importante que, com bom senso e trabalho duro, você seja otimista para trabalhar com as ferramentas que tem e, assim, atingir os resultados.

Ser otimista é, pra mim, acreditar no trabalho que se faz a ponto de poder esperar resultados positivos das ações. É mais do que o 50% de sim ou de não. É ter uma dimensão real da situação. Ser visionário, em contrapartida, é crer indubitavelmente que, de nenhuma ou de pouca ação, haverá ótimos resultados. Todavia, tomar a palavra visionário como referência, buscando a excelência, o destaque, a diferenciação, é válido sim e pode proporcionar resultados eficazes.

Os desejos (para nossos projetos pessoais e profissionais) são que: sejamos visionários ao inovar na criação e otimistas ao trabalhar arduamente nela por um bom resultado (e por aquela aprovação). Afinal, você pode ter ideias muito boas, mas elas não servirão para absolutamente nada se não forem colocadas em prática com sucesso.

Imagem do sonhador via Shutterstock.

Por Michele

Redatora publicitária, gerente de pauta e leitora assiduamente assídua. Graduada em Letras, mas amante e aprendiz da Publicidade e, principalmente, de Marketing de Conteúdo. Entre em contato no Facebook.

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