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MNM 24: Como Criar o Mindset para Empreender – Felipe Santos

Empreendedores sobrecarregados que precisam arriscar vão conhecer a história de Felipe Santos e aprender como criar o mindset para empreender.

Nesta entrevista, você vai aprender:

  • Como criar o mindset para empreender sendo averso ao conformismo.
  • O que ser dono de uma agência digital ensina.
  • Porque mindset é tudo para o empreendedorismo e como cultivá-lo com saúde.
  • Quando usar serviços que geram recorrência e porque eles são fundamentais.
  • Para onde você deve olhar ao contratar equipes remotas.

Notas do Show

Destaques, Dicas e Bônus

  • Seu primeiro empreendimento provavelmente não dará certo. Persista.
  • O começo será difícil. Junte-se com alguém que tem a mesma pegada que a sua.
  • A soma de duas velas juntas é maior do que a soma de duas velas separadas.
  • Divida para multiplicar. Seu faturamento pode triplicar se você estiver disposto a dividir.
  • Modelo de assinatura funciona. SaaS é o presente e futuro.
  • Não dependa de matar o almoço para comer a janta. Crie serviços recorrentes.
  • Cuide da saúde financeira do seu negócio.
  • Não atrele pagamento a entrega.
  • Sites simples com conteúdo trazem mais tráfego que sites caros sem conteúdo.
  • Não abra a sua loja em um beco escuro. Mostre para as pessoas que você existe.
  • Use técnicas para impulsionar seu conteúdo na internet como AdWords, Facebook Ads, e-mail marketing, inbound marketing, blog, marketing de conteúdo, funil de venda e nutrição de leads.
  • Apenas um site não serve para muita coisa.
  • Não tenha um catálogo virtual. Crie um centro de ensino e aprendizado em direção a seus produtos e serviços.
  • Se não tiver conteúdo, esquece.
  • Saiba para quem você está falando com o mapa de empatia.
  • Crie produtos e serviços extremamente segmentados e específicos.
  • Contrate equipes remotas.
  • Lembre-se que profissionais freelancers preferem projetos de curta duração.
  • As pessoas ficam felizes quando recebem autoridade. Delegar é fundamental.
  • Se você não sabe fazer, aprenda. O Google está aí!
  • Investidores não investem em ideias.
  • Muitos falam. Os poucos que colocam em prática e realizam são os empreendedores.
  • Mindset é a base de tudo.
  • Tenha visão e não seja conformado com a vida. Deixa a vida me levar não é mindset de empreendedor.
  • Persista, porque vão haver falhas.
  • A maneira como você reage em relação às suas derrotas é importantíssima.
  • Persista e tenha e coragem. Você vai precisar tomar decisões em que será preciso arriscar. Não existe segurança.
  • Tenha inteligência emocional para lidar com as surpresas e assuma os riscos.
  • O mindset empreendedor de fazer as coisas acontecerem é um grande diferencial.
  • Quanto tempo você está disposto a colocar a sua energia e fazer sacrifícios para seu negócio acontecer?
  • X (conhecimento do seu mercado) x Y (Capital) x E (Energia) = Sucesso.

Episódios Futuros

Transcrição

DANIEL: Esse é o podcast Mídia, Não Marketing. Uma produção Vitamina Publicitária.

DANIEL: Olá, seja muito bem-vindo, bem-vinda a mais esse episódio do podcast Mídia, Não Marketing. Hoje estamos com Felipe Alencar.

O Felipe é sócio fundador da Next4, que desde 2005 ajuda clientes dos mais variados mercados a usar internet para atrair, vender e fidelizar clientes através de soluções como websites, projetos web, sistemas, e-mail marketing, e atualmente em Inbound Marketing, além de outros serviços.

Fê, seja muito bem-vindo ao show. Tudo bem com você?

FELIPE: Oi, Daniel, tudo bem? Muito obrigado pelo convite, é um prazer estar aqui com você hoje.

DANIEL: O prazer é meu, o prazer é nosso,Fê. Muito obrigado por participar.

Fê, eu gostaria de começar pedindo para você contar um pouco sobre a sua história e como que você entrou, iniciou nesse mundo da internet, da criação de websites.

FELIPE: É engraçado porque não foi nada planejado. Eu tinha sei lá, meus 18 anos, estava saindo da escola, eu tinha que prestar vestibular.

Eu prestei vestibular para as mais variadas áreas que você possa imaginar, eu prestei economia, ciências sociais, ciências biológicas e uma delas foi internet web designer, era um desses cursos novos que estavam sendo lançados no mercado que eram cursos de curta duração.

Até muitos anos atrás todos os cursos, eles eram bacharelado ou licenciatura de quatro anos ou até mais, que eram os cursos padrões. E aí depois começaram a entrar alguns cursos considerados superiores e de curta duração, que foi o curso superior que eu fiz, que foi web designer e e-commerce de dois anos e meio.

De todas as faculdades que eu prestei, foi a única que eu passei, e era uma faculdade particular, porque eu estava tentando, até então eu tinha aquele mindset de que eu tinha que entrar em uma faculdade pública e tal, e aí acabei passando nesse curso e foi incrível.

E hoje eu agradeço por ter seguido essa carreira, porque internet para mim é uma área que permite expandir as minhas possibilidades como empresário. Assim, eu seria muito infeliz hoje se eu tivesse, por exemplo, trabalhando num cargo público, em alguma coisa muito fechada. Eu preciso expandir, eu tenho essa vontade.

Eu acabei fazendo essa faculdade, acabei me formando lá. Com um colega da faculdade nós acabamos fazendo o primeiro site. Tinha lá o cliente que era um amigo da minha mãe, ele precisava fazer o site. Ele era o programador, eu era o cara do comercial, visto nesse meio de campo. Nós entregamos e eu ganhei meus primeiros mil reais, eu ganhei meu primeiro aí.

E aquilo falei, “nossa, é isso aí, pô, eu vou fazer, eu vou começar a fazer site e vamos que vamos.”

Montei um site, criei lá o domínio Next4. Isso foi em 2004 mais ou menos. Naquela época tinha muito pouca agência, mas eu nem pensava em me vender como agência.

Fiz um site só falando sobre mim e não sei o que, e aí não deu certo, não vingou. Aí eu mudei, criei um website com uma cara mais comercial, e aí criei alguns produtinhos. Tinha criação de site, tinha a hospedagem. Acho que só esses dois de início.

E aí eu chamei meu pai e minha mãe que foram os primeiros clientes, minha mãe já tinha o site da empresa dela, meu pai também, coloquei eles lá debaixo do meu guarda-chuva. E aí o meu terceiro cliente foi o meu atual sócio, que ele tinha uma empresa na época, e em 2005 eu ganhei um bônus de 100 reais para fazer anúncio no AdWords.

O AdWords tinha desembarcado no Brasil eu acho que fazia um ano só, era muito recente. E aí eu me lembro naquela época, em 2005, colocando aquele crédito lá de 100 reais, e o valor do clique para criação de site, desenvolvimento de site, era coisa de 14 centavos, hoje está em, não sei, dois, três reais o preço do clique, mas era muito barato.

Aí eu consegui o meu primeiro cliente assim no mercado. Nisso eu já tinha o site.

Só para voltar um pouquinho na história para vocês poderem entender. Eu trabalhava em uma agência de modelo, eu fazia o tratamento fotográfico, eu mexia com Photoshop e ficava tratando foto das modelos lá o dia inteiro, era esse o meu trabalho, e eu fazia faculdade à noite de web designer.

E aí, um belo dia, eu fui mandado embora. Isso para mim foi um marco na minha vida, eu fiquei muito decepcionado porque eu nunca imaginaria que eu fosse mandado embora, eu me imaginaria pedindo as contas.

Eu sempre tive essa vontade de empreender, porque meu pai era empreendedor, sempre foi empreendedor desde os 14 anos, e minha mãe também sempre foi empresária e tal, então eu tinha esse mindset, “meu, eu vou fazer um negócio, quero fazer um negócio”.

E aí eu fui mandado embora, eu tinha 1500 reais no bolso e tinha um cartão de crédito com um limite de 500 reais. Comprei uma linha telefônica, comprei uma impressora com o limite do cartão, – foi exatamente o limite do cartão -, e comprei uma revenda de hospedagem numa empresa que nem existe mais. Comecei a empresa.

Eu tinha um custo fixo na época de 50 reais por mês, que era o que o telefone me custava. Com esse crédito do AdWords eu consegui o meu primeiro cliente, então aí eu já tinha aí meus quatro, cinco clientes. E as coisas foram indo.

Em 4 quatro anos eu sozinho, isso a empresa era dentro do meu quarto. Eu acordava, tomava um café e já sentava na escrivaninha, já começava para trabalhar nove horas da manhã. E do primeiro ano até os meus primeiros quatro anos de empresa eu consegui juntar 70 clientes.

Eu lembro que era uma realização pessoal muito grande porque todos os meus amigos já estavam trabalhando em empresas e estavam ganhando bem, e eu ganhava, sei lá, 700 reais, era muito pouco e eu não conseguia acompanhar, meus amigos querendo sair e não dava para acompanhar. Nessa época até eu estava namorando e foi bem difícil.

Mas as coisas foram melhorando. Quando eu fiz o quarto ano da agência eu me juntei com um amigo meu de infância, e depois que nos juntamos, o negócio deslanchou.

Uma coisa que eu aprendi foi que quando você soma com uma outra pessoa que está com a mesma pegada que a sua é como você pega duas velas e coloca junto, você vai perceber que o fogo, ele não é o dobro, ele é três, quatro vezes maior do que o fogo de duas velas separadas.

Nós conseguimos em um ano triplicar o faturamento. Eu me juntei com ele, estava dividindo o faturamento, mas em coisa de um ano nós já tínhamos triplicado, ou seja, eu já estava ganhando mais, dividindo 50% com ele do que 100% sozinho. Foi bem legal.

DANIEL: Que bacana. Eu gosto muito desse conceito que você fala das velas, de juntar. E, realmente, quando você soma forças, o resultado é maior do que o dobro porque muita gente fica com esse mindset, “ah não, eu vou continuar pequeno porque eu não posso dar o luxo de dividir”, até quer ajuda, “mas eu não posso dar o luxo de dividir esse meu faturamento hoje com alguém”. Mas é dar um passo para trás, para dar dois passos para frente. Tem muita coisa bacana que você falou.

Por exemplo, também, o retorno sobre investimento do AdWords já te veio rapidamente, digamos assim, você já conseguiu mensurar esse retorno rapidamente. Isso é fantástico também.

E hospedagem, começou com hospedagem. Não é?

FELIPE: Foi. A hospedagem por quê? A ideia o que que era? Era tentar vender uma assinatura para os clientes.

Eu fazia hospedagem, eu dava manutenção no site e tudo mais e isso me gerava uma entrada, um Fee mensal. Eu sempre tive esse mindset de criar serviços que gerassem um Fee mensal para que você tivesse uma recorrência, porque para todo negócio é muito complicado você matar o almoço para comer a janta. Isso é complicado.

Se você tiver um negócio hoje e você pensar num modelo de negócio que envolve um subscription, uma assinatura, alguma coisa que entre uma grana recorrente, isso é muito bom.

Para vocês terem uma idéia, hoje a agência está com 12 anos, hospedagem hoje corresponde a 8% do faturamento, assim, não é nada expressivo, mas nós temos, se somar os outros serviços, uns 50% do faturamento da agência hoje vem de serviços que envolvem ou subscription ou contratos de logo prazo. Isso é muito bom para a saúde financeira de qualquer negócio.

DANIEL: Fantástico. É o que buscamos fazer com o Vitamina também, com marketing master.

Nós tínhamos cursos, juntamos todos os cursos em um lugar só e faz muito mais sentido e… Ainda estamos na versão beta, ainda não ultrapassou essa versão beta as assinaturas do que a venda dos cursos em si. Mas não vai demorar muito, se Deus quiser, está tudo no caminho.

Fe, quantos funcionários a Next tem hoje?

FELIPE: Hoje nós estamos com 12 pessoas lá e estamos com duas pessoas no comercial, quatro na produção, duas no Inbound e tem eu, meu sócio e mais outras três pessoas que também são produção, mas é uma outra área específica. Estamos com 12 lá na equipe. E tem um designer também.

DANIEL: Legal. É um espaço grande.

FELIPE: É. Nós estamos com 100 metros quadrados, estamos em cima de uma casa, e assim está atendendo. Mas assim, não estamos muito bem localizados, chegou um certo momento lá na agência que quisemos virar a chave. Por que o que que aconteceu? Nós acabamos atendendo muito pequena empresa, e um volume muito grande de negócio e isso gerou um buzz, um barulho, um ruído de negócios muito grande porque de cada 10 clientes, um vai dar problema, assim…

DANIEL: No mínimo.

FELIPE: No mínimo, isso é fato.

Então assim, desenvolvimento de site não é um negócio fácil de se vender, por incrível que pareça, não é, porque você tem muitas variáveis envolvida no negócio como um todo e nós demoramos muitos anos para encontrar um formato ideal para que você não perca dinheiro, porque se você fizer uma má negociação com o teu cliente você vai perder dinheiro. Ao longo do tempo fomos aprendendo a vender esse serviço.

DANIEL: Eu entrei em Direito e fui para o marketing, mas eu me sentia como um advogado vendendo site às vezes, porque eram contratos gigantes e ficava numa briga contratual antes de iniciar o projeto. Às vezes, é engraçado, porque às vezes parece que é uma balança, se você tinha uma grande negociação aos mínimos pontos, teoricamente você deveria ter menos problemas na entrega, mas não era assim que funcionava.

Eu acho que quando começava com o pé esquerdo ia com o pé esquerdo até o final do projeto, porque você fala, “ah não, legal, está tudo combinado”, mas não, porque você pode ter problemas em qualquer detalhe da jornada, do suporte, depois de um ano o cliente pode entrar em contato e ainda ter…

FELIPE: Pode e é muito frequente.

E assim, no Brasil, nós temos uma cultura de que o cara não valoriza muito serviço, valor monetário transformado em serviço. Terminamos de entregar um projeto, são poucos os clientes que querem pagar um Fee mensal para você ter um suporte. Só que todos eles, na hora que a porca torce o rabo, liga para nós, e aí eles querem, – isso é batata -, eles querem ter atendimento gratuito, querem ter suporte. Mas na hora de pagar um Fee mensal, a maioria corre.

Só para voltar, acabei fugindo do assunto. Mas assim, nós quisemos virar a chave para poder fazer menos trabalhos, menos jobs, menos projetos com valores agregados maiores e, consequentemente, pegar empresas maiores.

Nós chegamos a fazer 700 sites em todos esses anos, e assim, muito site pequeno, muita coisa pequena, e começou a dar muita dor de cabeça. Chegou uma hora que eu falei, “estou de saco cheio disso aqui, vamos encerrar, nós temos que mudar, não dá para continuar do jeito que está.” E acabamos girando a chave.

Nós subimos bastante os nossos valores, nós chegamos quase a dobrar o valor cobrávamos. Subiu a régua. Começou a pegar uns projetos maiores.

Está valendo a pena agora com esses projetos maiores e aprendemos a trabalhar. Hoje, por exemplo, quando um cliente entra em contato conosco, nós vendemos um negócio chamado análise de requisitos. Nós nunca chegamos e falamos, “ah, teu projeto vai custar tanto.” Nós respondemos assim para o cliente, “cliente, eu não sei quanto vai custar o teu projeto. Nós vendemos um serviço que vai te custar X, você vai fazer uma análise de requisito conosco, você vai vir aqui na agência, você vai fazer um levantamento, vai ver tudo que você precisa no teu projeto, nós vamos desenhar as telas, vai fazer o (inint 15:23), montar o banco de dados, os relacionamentos das tabelas e você vai pagar tanto por isso. Até essa etapa do projeto você pode pegar tudo isso aqui que você fez conosco e entregar na mão de qualquer agência e eles vão desenvolver, você não fica preso com ninguém, não fica preso à tecnologia, não fica preso à profissional, empresa nem nada.” É isso que estamos oferecendo para os clientes e tem dado muito certo.

E o desenvolvimento, o que que está rolando? Eles vão pagando por hora. Eu falo, “cliente, esse mês você consumiu tantas horas.” É o tal do desenvolvimento ágil. Nós vamos desenvolvendo e no final do mês lança a fatura para os caras e o cliente vai acompanhando o desenvolvimento. Nós não prometemos prazo, nós não prometemos valor, nós temos um valor/hora e assim nós vamos entregando. E isso tem funcionado.

DANIEL: E há uma confiança, não é? E isso que é bacana, porque é uma via de duas mãos, uma mão de duas vias. O cliente confia em vocês, vocês confiam também que o cliente vai pagar no final do mês, digamos assim, obviamente tem um contrato para balizar isso.

Mas tem muita empresa também, quantas vezes que não se fica a ver navios com o projeto do cliente simplesmente, “não, não vou pagar, quer botar no pau, pode botar no pau”, mas isso acontece, não é? E isso acho que é o bacana, vocês trabalharem dessa forma, a confiança é fundamental.

Mas mesmo assim, a criação do site, ela ainda representa ou não representa mais um grande faturamento da agência? Porque vocês entraram com o Inbound, que eu sei que…

FELIPE: É. O desenvolvimento do site sempre foi o carro-chefe lá, mesmo porque nós temos um excelente posicionamento orgânico no Google hoje para as principais palavras-chaves.

DANIEL: Eram 10 vídeos por dia, não é? Que vocês tinham?

FELIPE: Não, mais ou menos isso, não tinha…

DANIEL: Orgânico.

FELIPE: Orgânico. Fora os patrocinados que nós fazemos um pouquinho também.

Chegou a ter 80% o faturamento, a parte de desenvolvimento, caiu para uns 60, hoje está em 50%. Mas só voltou a crescer por conta desses projetos, são projetos grandes que envolvem pacotes de horas de mil horas, 700 horas. Só por isso que voltou a crescer.

Mas o inbound de hoje já representa acho que 30 ou 40%, já está equiparando mais ou menos. O inbound, na verdade, só para vocês terem uma ideia, eu acho que está hoje equivalente o inbound e o desenvolvimento de sites, de projetos e em relação a faturamento, o dinheiro no bolso, e nós temos equipe para desenvolvimento, eu tenho cinco pessoas e para inbound eu tenho duas pessoas. Eu tenho um custo muito maior para desenvolvimento do que para inbound. Analisando hoje como modelo de negócio, o inbound é um excelente negócio.

DANIEL: Fora que dá muito menos dor de cabeça do que o desenvolvimento do site.

FELIPE: Como nós já fechamos as principais brechas, hoje em dia nós estamos assim, próximo de zero as dores de cabeça.

Igual você falou, tomar calote, isso é muito difícil porque o cara vai dar um sinal antes, nós temos todo um cronograma, tudo certinho.

Tem alguns enroscos quando nós nos deparamos com grandes empresas que eles dizem assim “vocês vão trabalhar da maneira como a gente quer” e empresa grande tem muito isso, “eu só te pago daqui 60 dias.” É complicado. “Eu só vou te pagar a hora que você me entregar.”

Isso é foda porque às vezes a entrega fica dependendo do cliente, ou seja, o cliente está te devendo material para você finalizar o job e não rola essa entrega, o job não termina e você também não recebe. Essa é uma das cláusulas que nós temos no contrato lá que é, nós não atrelamos pagamento com entrega de nada. Nós assim, de atraso, para ser bem sincero, de 100%, 95% dos atrasos são do cliente, é muito difícil a agência atrasar lá no nosso caso.

DANIEL: Eu acho que esse é o grande motivo que no Marketing Master, no programa que nós temos aqui, para marketing de conteúdo, criação de site, e-mail marketing, mídia social, a primeira coisa que se faz é o planejamento e o desenvolvimento do conteúdo. Por quê? Exatamente pelo que você falou. Porque normalmente trava no material do cliente, então quando você precisa colocar, “tá bom, o que que vai no site?”. É esse conteúdo para colocar no site.

E, além disso, nós sabemos que, – você deve ter isso com certeza com o inbound hoje -, o cara pode ter o melhor site do mundo que vocês desenvolveram e gastou vai, dezenas de milhares de reais, centenas de milhares, um puta de um projeto, e esse projeto não traz o retorno que esse cara gostaria que tivesse porque não tem um conteúdo que atrai gente lá.

Você deve ver projetos muito menores, sites muito mais simples, com conteúdo, com um bom conteúdo, que traz muito mais tráfego, conversão, e retenção, não é?

FELIPE: Então, Dani, é o que o Saul costuma falar para os clientes, “se você faz um site e joga ele na internet, é como você abrir sua loja em um beco escuro.” E é bem isso.

Você precisa mostrar para as pessoas que você existe e que o seu produto é bom, que esse produto serve para o teu mercado consumidor.

É óbvio que você tem que ter conteúdo de qualidade. Outra, você precisa ter também técnicas para você poder fazer com que isso impulsione dentro da internet, é o marketing digital.

Você tem o AdWords, você tem o Facebook Ads, você tem o Youtube hoje em dia, você tem as outras redes sociais, você tem o e-mail marketing, você tem o próprio inbound, que é todo o conceito de você gerar o conteúdo, você tem o blog, e você fazer a geração de leads, nutrição de leads, funil, toda essa questão, tudo isso você vai ter que trabalhar. E isso assim, se você não fizer isso, se você só fizer um site hoje em dia não vai te servir para nada. Você tem que pensar no site, você tem que pensar no passo dois depois, que é fazer todo esse trabalho de fazer um conteúdo de qualidade para atrair tráfego.

Para você conseguir tráfego orgânico hoje, você vai ter que ter um blog. Esquece, se você achar que só o teu site ali. É óbvio que tem casos específicos, mas assim, você tem que ter um blog, você tem que estar gerando conteúdo, você tem que gerar landing pages, você tem que usar técnicas como o AdWords. É todo um cenário bem complexo aí.

DANIEL: É. Antigamente em pouquíssimos mercados, até hoje em dia temos alguns assinantes que têm mercados específicos, que só o fato de você ter o site já é um ponto fora da curva, porque muitos concorrentes nem têm. O fato de ter um site e ter um chat no site, por exemplo, que agrega um pouco mais de valor ou você pode ter um atendimento online. Às vezes alguns clientes falam, “ah, só o fato de eu não ter que fazer um DDD, só de usar o chat já foi ótimo aqui para entrar em contato com vocês”.

Pouquíssimos mercados ainda você tem um ponto fora da curva, mas na maioria, se não tiver conteúdo para atrair pessoas é diferente, então é o inbound versus outbound, é o que você falou, esquece. E acho fantástico esse paralelo.

Vocês também foram de criação de site, da parte de tecnologia, então nós vemos cada vez mais a parte de tecnologia, de designer, você começou com designer gráfico. Isso vai indo para o conteúdo, se não tiver conteúdo, esquece.

E Fe, você é o cara saudável que cultiva espiritualidade, o todo, não só você é um bom profissional, mas ter também uma cabeça boa, corpo, mente e espírito e eu acho que isso é fundamental, fundamental para qualquer empreendedor.

Como que é a sua rotina hoje em dia? Conta um pouco como é que funciona a sua rotina.

DANIEL: Eu procuro separar a vida em vários pilares.

Tem um hexágono que eu vi lá do Gabriel Goffi, eu achei bem legal, que é você separar o seu profissional, entre a parte financeira, o corpo e mente, a sua estrutura emocional, a sua relação familiar e relacionamentos. São seis áreas da tua vida e você tentar fortificar todas elas.

Eu tenho uma preocupação muito grande com a saúde e eu pesquiso muito sobre o biohacking, que são técnicas para você hackear a tua saúde, o teu bem-estar pessoal. Porque você precisa ter uma mente firme, uma mente estável, em paz, para você tomar boas decisões, porque a tua vida vai subir à medida que você vai tomando boas decisões na sua vida, uma coisa chama a outra. Você precisa estar com um corpo saudável, você precisa estar atento, você precisa estar antenado em tudo que está acontecendo.

Eu acordo de manhã, eu faço um desjejum com um copo de água com limão e um pouco de sal e magnésio, porque o solo brasileiro, ele é muito pobre em magnésio, eu faço essa suplementação aí de manhã. E essa água com limão, ela é um meio ácido para ela combater os radicais livres.

Quando você acorda, você vai dormir, o teu organizo, ele vai desfragmentar, vai fazer a desfragmentação de disco e ele libera muito radical livre, então a primeira coisa que você pode fazer de manhã é tomar um copão de água com limão, jogar um pouquinho de sal.

Eu tomo uma Spirulina também, umas algas, e conta 15 minutos, vai tomar um banho ou fazer… Eu, por exemplo, eu vou regar as plantas lá, tenho uma horta na minha cozinha, depois vai tomar o seu café.

Uma coisa que para mim está funcionando bem é não consumir açúcar no café da manhã. Na verdade, açúcar de maneira geral já não estou consumindo tanto, mas você não fazer um café da manhã muito rico em carboidrato para você não subir o índice glicêmico. Você faz um café da manhã rico em gorduras e proteínas. Eu faço lá uma panqueca com banana, ovo e eu jogo uma granola ou eu faço às vezes um ovo mexido. Vou para o trabalho.

Eu almoço, depois no final do dia eu tomo um shake e aí vou fazer um treino ou vou fazer um funcional ou vou fazer uma corrida ou até vou para o Jiu.

Basicamente é essa a minha rotina durante a semana. De final de semana aí você sabe.

DANIEL: Vai surfar. Vai surfar. ((risos)) Muito legal.

A água com limão eu tenho tomado de manhã, eu não sabia que era por causa dos radicais livres, enfim, o magnésio, também não sabia esse detalhe do magnésio, eu acho superinteressante. Eu tomo Centrum, sempre que eu vou para os Estados Unidos, dura um ano, eu compro dois, dura um ano, é ótimo porque aqui é caro pra caramba, e lá acho que custa nove dólares o pote grande. Mas, pelo que eu entendi, o limão ajuda a quebrar a gordura de manhã, alguma coisa assim, então estou tomando e realmente você sente, parece que está queimando alguma coisa ali de manhã, também tomo e vou tomar um banho.

FELIPE: É, então. Uma coisa que assim, para mim, por exemplo, em casa, outras coisas que eu fiz que eu acho legal. Eu comprei um filtro, eu instalei lá no chuveiro do banheiro. Hoje eu tomo um banho sem cloro, uma água filtrada, que esse filtro, ele dura uns seis meses, a cada seis meses tem que trocar o refil.

Isso é legal porque o tratamento de água no Brasil não é dos melhores, e tem muito material pesado, metais pesados e tudo mais. Você já toma um banho e esse material você pensa assim, “ah, mas é só o filtro que você bebe.” Não, a hora que você vai tomar um banho o cloro também fica na sua pele, ele entra no teu organismo. Já tem a fumaça da cidade que está impregnando em nós.

Tudo que você puder fazer aos pouquinhos na sua vida isso vai impactar lá na frente, de uma maneira que você vai tentar manter o seu corpo o mais puro possível.

Eu instalei esse filtro no chuveiro, eu tenho um filtro de água bem legal que eu acabei importando dos Estados Unidos, mas hoje no Brasil você encontra várias opções aqui bem legais, ele tira todos os metais pesados e principalmente o flúor.

O flúor é um metal muito ruim que eles adicionam na água, que você tem que ficar de olho nisso daí. Depois dá uma pesquisada na internet sobre a fluoretação. Eu comprei esse filtro que ele tira o flúor, eu já tomo água sem flúor há muitos anos. No Brasil você tem umas opções, se você quiser dar uma pesquisada no Mercado Livre você procura por “filtro de osmose reversa”, custa mais ou menos uns 750 reais, você vai tomar uma água pura. Eu encho minha garrafinha, levo para o escritório para tomar essa água.

Procuro consumir isso daí e também pasta de dente sem flúor também, que não é fácil de achar, eu compro na internet. Tem uma marca da Forever One, alguma coisa assim, Forever Bright, não me lembro o nome mais ou menos, e acabo consumindo isso daí.

Esses detalhes você vai somando e isso na sua vida vai fazendo uma diferença.

Uma outra coisa que eu queria falar é que eu assim, eu deixei de comer glúten faz um tempo e isso teve uma melhora incrível na minha vida.

DANIEL: Comer o quê? Glúten?

FELIPE: É. E é um negócio difícil, porque se você for olhar, quase tudo tem glúten, é difícil. Eu hoje estou com uma alimentação bem restrita, é difícil você na rua comer alguma coisa que não tenha glúten, é difícil, e isso fez uma diferença muito grande.

Essa é a dica que eu ia deixar para vocês aí.

DANIEL: Muito legal. Eu acho que foi você que me comentou do documentário Food Matters, que tem no Netflix, e tem alguns outros, e eu assisti esses dias e fiquei bitolado assim, fiquei nossa, mas muito bitolado. Eu acho que durou muito bem, pelo menos a primeira semana realmente foi muito saudável. Depois já voltei a comer carne, por exemplo, eu acho que eu fiquei quase uma semana sem comer carne. Mas é difícil realmente porque você quer fazer uma coisa saudável, mas também depois de um bom tempo sem comer alguma coisa… um bom tempo não, mas uma semana, por exemplo, sem comer carne ou sem comer feijão, para quem come arroz e feijão todo dia praticamente, você sente uma diferença à noite, às vezes até uma salada é muito insossa assim, não é legal, você quer uma coisa com certo gosto, você acaba enjoando. É difícil, mas dá para fazer.

FELIPE: Olha, eu tenho duas recomendações.

Uma, eu fiz um curso na internet, um curso online do Flávio Passos. Depois que eu fiz esse curso mudou minha vida e ele conseguiu me mostrar a diferença entre alimento e produto alimentício. E isso foi muito louco porque um dia eu entrei nessas lojas de doce e eu falei assim, “ah, estou com vontade de comer alguma coisa aqui, deixa eu ver aqui”, e aí a hora que eu olhei para a loja, nada do que tinha ali era consumível para o meu mindset de alimentação, ou seja, eram tudo produto alimentício.

E aí a outra coisa é que assim, você consegue sim mudar isso, só que assim, você fica restrito a produzir esse seu alimento na sua casa.

Por exemplo, tem a filha do Gilberto Gil, a Bela Gil, ela tem dois livros fantásticos, tem o programa dela no Youtube, eu adoro ver as comidas que ela faz e eu e a Nana sempre fazemos.

Então, por exemplo, hoje fizemos a nossa granola, faz em casa, sem glúten, colocamos o que queremos, acabamos usando vários substratos de alimentos para fazer até outros pratos. Então, por exemplo, tem o suco verde, que eu tomo de manhã também, e aí você já deixa tudo cortadinho para a semana para facilitar, porque é um saco, todo dia de manhã você tem que preparar o negócio, você quer fazer as coisas correndo e tal. Pega um dia, pega um dia do final de semana, você já deixa tudo cortado, descascado dentro de um potinho de vidro e aí é só jogar no liquidificador e bater e já era.

DANIEL: Essas manhas fazem diferença porque eu acho que uma grande desculpa das pessoas é, “putz, mas eu não tenho tempo” ou “eu não tenho dinheiro para isso.” E esse documentário Food Matters foi muito legal por isso, ele fala, “não, mas pera lá, você consegue sim fazer sem…”, sem gastar muito tempo não, mas essas manhas que você tem falado, deixar tudo cortadinho, mas sem investir muito, pelo contrário, é muito mais barato.

FELIPE: Sem dúvida. Aquele ditado, descasque mais e desembrulhe menos. Comprar produtos mais naturais possíveis e passar a produzir isso em casa.

Eu vinha há um bom tempo sem comer fritura e vários alimentos industrializados. Mas assim, hoje eu já estou em uma linha mais radical.

Mas assim, o que eu quero deixar para a nossa audiência é assim, não comece radicalmente, porque isso é um processo que na minha vida está durando anos. Ao longo dos anos eu fui subindo a régua um pouquinho. Porque se você for tentar cortar tudo de uma vez, não vai rolar. Vai cortando, vai sentindo.

Por exemplo, já há muitos anos eu não consumo refrigerante, salgadinho, fritura, não consumo mais carne vermelha, eu consumo frango e peixe hoje, mas assim, frango você tem problema dos hormônios que os caras põem remédio para os bichinhos crescerem. Tudo isso vai para o nosso organismo. A mesma coisa é a parte de verduras e frutas, é muito agrotóxico. No Brasil tem vários agrotóxicos que são proibidos em vários países do mundo e aqui no Brasil é permitido. Você tem, por exemplo, vários tipos de frutas que ancestralmente elas não eram doces e hoje são, ou seja, elas foram modificadas geneticamente. Você tem até o próprio uso do agrotóxico.

Hoje na minha vida o meu próximo desafio é tentar consumir alimentos orgânicos, que é caro e de difícil acesso. Isso ainda está sendo um desafio. Eu consumo ainda esses alimentos dos mercados mesmo que não tenha essa qualidade, mas é um próximo nível aí, fica na lista de tarefas.

DANIEL: Por exemplo, você falou do ovo, e o ovo eu lembro que o documentário falava, “então o ovo, o que que é o ovo?”. O ovo é muito hormônio, aliás, o leite era muito hormônio, e o ovo também, se eu não me engano. Mas faz parte, pelo menos da minha alimentação, faz muita parte e você falou que está consumindo.

Você não vê o ovo como um malefício? Tem a discussão do ovo, uma hora é bom, uma hora é ruim.

FELIPE: O ovo é o seguinte, você tem, além dos hormônios, que é o que o pintinho e a galinha recebem para poder acelerar o crescimento, você tem o problema da ração que eles comem. Eles comem ração, muitas vezes, na maioria das vezes é ração transgênica, é soja transgênica e isso tudo vai para o ovo.

Outra, aqueles ovos brancos, eles são brancos porque as galinhas crescem em ambiente confinado, sem luz do sol, você não recebe energia do sol, você não tem pigmentação, é aquilo ali. É um alimento tranqueira. Se você tentar buscar um ovo de uma galinha caipira, com certeza você vai estar elevando aí a qualidade do teu alimento.

DANIEL: É, isso eu faço. Normalmente a gente compra… a última vez agora eu comprei o orgânico até, é um pouco mais caro, mas falamos, “ah, vamos tentar”. Mas tem, não é semiorgânico, não sei, tem o orgânico e tem o…

FELIPE: Você tem o caipira, que a galinha, ela cresce solta, mas come ração, e você tem aquela que é caipira e não come ração, é totalmente solta, essa é muito rara.

DANIEL: Esse é orgânico?

FELIPE: É, esse seria o orgânico.

DANIEL: Perfeito. Legal, legal.

Eu acho que essa parte é muito legal, essa parte de saúde, porque se você não tiver um bom mindset, esquece, não dá para empreender. E depois que você empreende, empreende depois de um certo tempo, as coisas vão ficando mais difíceis. No começo é aquela maravilha da liberdade, você tem os seus clientes, mas tem esses altos e baixos.

Saber lidar com esses altos e baixos é muito importante, tanto quando você está no alto para não fazer besteira, tanto quando você está no baixo para continuar indo. Porque, ainda mais no Brasil, empreender é uma coisa muito difícil, mas quando você consegue ter essa liberdade financeira e essa liberdade de espírito, digamos assim, porque você estar bem consigo mesmo é fundamental. O mindset é fundamental.

E você faz Jiu e surfa, e isso com certeza, eu tive minha época de arte marcial e foi fantástico para a cabeça, hoje faço uma musculação normal, mas com certeza para você é fundamental, não é?

FELIPE: Ah sim, Dani, eu acho que esse lance de você pensar na sua vida como um todo e querer melhorá-la constantemente, esse conceito, esse mindset do biohacking, eu acho que é fundamental para tudo, para você ter uma boa autoestima, para você poder ter um bom desempenho no trabalho, para você ter uma boa relação com a tua família, você estar com energia, com disposição. Isso tudo é imprescindível.

E o esporte é muito bom. Eu sou suspeito para falar. O jiu melhorou muito a minha vida, a minha maneira de lidar com as pessoas, o respeito em relação às pessoas é outro. Isso assim, sentimentos de gratidão por todo o treinamento. Porque é um esporte que você faz muito esforço, e uma constância necessária também para você poder ir graduando e ir subindo e tudo mais. Isso tudo é muito gratificante.

E o surf é incrível porque a água do mar, o visual, é um esporte que você pode surfar com os amigos, mas você está com você, você está na prancha, é um momento que você vai refletir a vida, e os 15 segundos em cima da prancha lá que você está dropando não tem preço, eu recomendo para qualquer pessoa e eu me vejo surfando até os meus 70 anos de vida. É um esporte que entrou na minha vida e eu não quero que saia nunca mais.

DANIEL: Que bacana. Hoje você tem lá 12 funcionários na Next e também você tem uma equipe remota, você contrata pessoas ao redor do mundo inteiro. Foi algo que eu fiz também bastante na minha vida, e pela minha experiência é algo dificílimo de se fazer e de se fazer bem por vários motivos.

Quais dicas que você dá aí para quem quer contratar pessoas, assistentes virtuais ou freelancers? E isso cresce cada vez mais e nos mais variados nichos, não é?

FELIPE: Eu acho que a primeira pergunta é o que que eu preciso, o que que eu preciso fazer. Eu preciso fazer um site? Preciso de um marketing digital para o meu negócio? Essa seria a primeira pergunta.

Nós temos uma experiência com esse pessoal freelancer. Tem vários sites muito legais para você contratar esse pessoal. Você tem o freelancer.com, você tem o Workana, tem uns outros que eu não me lembro agora, mas se você botar no Google aí você vai descobrir.

O que que é legal desses freelancers? Se você tem um trabalho que é bem pontual, que você tem começo, meio e fim e é um trabalho de curto prazo, vale a pena você ir atrás desse pessoal. É um pessoal que às vezes é do mercado, que pode fazer um bom trabalho por um custo bem abaixo de um valor de mercado porque ele não tem os custos de uma agência. Pode ser que dê samba.

Mas você também tem os riscos inerentes a isso, que é o cara desaparecer, o cara não entregar um bom trabalho, enfim, uma série de coisas. Também tem um risco alto.

Uma grande empresa, por exemplo, ela não contrata esse tipo de profissional porque é exatamente o contrário que ela quer, ela não quer assumir risco. O cara de compras lá de uma grande empresa, é o dele que está na reta, ele não quer contratar uma empresa e receber uma porcaria de trabalho. São públicos diferente.

Mas assim, a experiência que nós tivemos lá, nós tentamos buscar bastante freelancer para desenvolver um projeto grande e não deu certo, nós tentamos com indiano, tentamos com brasileiro.

DANIEL: Vietnamita.

FELIPE: É, gente do mundo inteiro que você imagina.

Assim, esse pessoal do freelancer, eles não têm muito comprometimento com trabalho de longo prazo, o que eles querem é pegar o máximo de jobs possível, fazer, entregar, receber o deles e cair fora. Muitos deles já estão profissionalmente trabalhando como freelancer, ou seja, eles já estão profissionalmente na casa dele. Às vezes ele não tem um nível de comprometimento que você às vezes demanda por um trabalho com maior qualidade, mais específico. Foi bem complicado.

Nós tivemos um freelancer que acabamos contratando ele full time, pagando um salário para ele, ele trabalhava da casa dele.

No início foi interessante, ele estava fazendo entregas interessantes e depois foi terrível. Eu acompanhava o trabalho dele remotamente, através dos (inint 43:07), era um trabalho de programação no caso, e aí chegou uma hora que ele começou a enrolar a gente, “ah, eu fiz”, mas aí eu ia olhar e falava, “cara, você não fez”, “ah, mas eu estava estudando como fazer”, ele estava pegando outros trabalhos. Foi perda de dinheiro, perdemos muito dinheiro aí com esse freela.

Hoje, se você quer montar um negócio e você precisa ter um programador, você precisa ter um designer, alguém para desenvolver a tua startup, pega essa pessoa e põe ela do teu lado, paga um salário para ela, nem que seja um contrato de confiança, mas põe essa pessoa do seu lado, com certeza o rendimento e a qualidade vai ser outro.

DANIEL: Faz sentido. Até antes de começarmos a gravar nós estávamos conversando um pouco e se essa pessoa quer ser um freelancer, ela não quer ser um funcionário. Muitas vezes queremos um funcionário com um preço de um freelancer, então não vai dar samba mesmo.

FELIPE: Exatamente, não vai rolar.

DANIEL: Faz sentido. Legal. Quem sabe tentar achar um meio termo onde fica bom para os dois.

Por exemplo, o que funcionou muito para mim foi, na época que o meu irmão estava estudando na UFSCar, eu contratei muitos dos colegas de classe dele que podiam e queriam trabalhar quatro horas por dia e eram formandos em ciências da computação, por um preço extremamente acessível e que precisavam trabalhar e que queriam colocar em prática tudo que estavam aprendendo. Isso deu muito samba. Mas foram poucos que realmente ficavam mais do que seis meses ou um ano, alguma coisa assim, porque aí a vida ia seguindo mesmo e tal.

Inclusive, um deles, o Marcelo se eu não me engano, que já fazia mestrado, ele virou meu sócio também e foi ótimo e ficamos alguns anos juntos.

Acho que cada caso é um caso, mas entender esses padrões é muito importante para evitar problemas, que nem você falou, vocês perderam muito dinheiro e para evitar esse tipo de coisa, mas vale a pena. Hoje se contrata muito para produção de conteúdo também. O que a gente fala, não precisa começar você fazer tudo, pelo contrário, então delegar é fundamental.

Me fala um pouquinho como que você vê isso também. Delegar. Se você não delegar e quiser fazer tudo estamos ferrados, não é?

FELIPE: Eu gosto muito daquele livro O Monge e o Executivo, que é um livro sobre liderança. Delegar é importantíssimo. E outra, as pessoas ficam muito felizes quando elas recebem autoridade para elas fazerem.

Eu sempre tive uma posição, desde que eu montei a Next e tal, de liderança e de CEO, de gestão e tudo mais. É importante você delegar, porque senão você vai morrer louco. E assim, você acaba trabalhando como um serviço de apoio àquele profissional, ensinando ele a fazer, “ó pessoal, passa o feedback e deixa eu ver como que vocês fizeram”, e vai ajustando isso daí, e aí, à medida que ele vai ganhando confiança, ele vai fazendo por conta própria. Quando vamos fazer entrevista lá eu falo, “cara, a gente precisa de gente aqui dentro que seja extremamente proativa. Você tem seu espaço para você errar. Nós somos superflexíveis com horário, pode entrar às nove, às 10 da manhã e sair às 18, às 19, você faz seu horário, nós não vamos ficar controlando o teu horário, mas cara, nós queremos uma pessoa proativa aqui. Não sabe fazer? Ótimo, vai buscar, vai aprender, o Google está aí, vem perguntar.” Isso acaba fazendo com que o profissional se sinta realizado e goste de trabalhar com a gente. Eu acho que essa questão da delegação é muito importante.

DANIEL: Fe, qual que é a coisa que você sentiu que mais contribuiu para o seu sucesso profissional? Hoje é uma agência, você cuida de diversas famílias, você cuida de diversas vidas, pessoas, sociedade, é uma série de obrigações que têm prós e contras, tem uma série de responsabilidades, mas também tem uma série de coisas muito boas, principalmente eu acho que essa liberdade, essa coisa de ser um espírito livre, ter a liberdade financeira, liberdade para ir e vir, fazer o seu horário, que é o sonho de muitos brasileiros.

O que que você sente que mais contribuiu para isso acontecer?

FELIPE: Eu acho que é o mindset. Eu acho que o mindset é a base de tudo, visão.

O que eu vejo, isso de muita gente, é um certo conformismo conosco, o emprego, e é meio Zeca Pagodinho, deixa a vida me levar. Eu sempre tive um mindset totalmente avesso a isso.

Persistência, isso assim, muita persistência porque vai haver falhas. O seu mindset, a maneira como você reage em relação às suas derrotas é importantíssimo para você poder levantar de novo e depois cair de novo e depois levantar. Persistência.

Coragem. Às vezes você vai ter que tomar decisões que demanda coragem para você arriscar, você vai ter que arriscar, não tem segurança. E você poder ter uma inteligência emocional para lidar com esse lance de você poder arriscar e falar, “meu, eu vou assumir esse risco.” Isso é um negócio que é complicado, não são todas as pessoas que têm isso.

Eu acho que esse mindset empreendedor de você querer realizar e fazer as coisas acontecerem e ter essa satisfação por conta disso, eu acho que isso é um grande motivador. Eu acho que é isso aí.

DANIEL: Perfeito. Nós publicamos alguns episódios anteriores aqui falando que as principais coisas, – não sei se são realmente as principais coisas -, mas quando eu perguntei para um grande empreendedor amigo meu -, inclusive que você conhece -, qual é a principal coisa para a sua empreendedora, ele respondeu: coragem e foco.

Eu acredito que coragem, – foi o que você falou -, o mindset não é só ter coragem, mas é de resiliência. Mas o foco, eu acho que o foco é uma das coisas mais importantes, porque nós quando empreendemos, principalmente você poder fazer tudo, acho que tem essa frase famosa também que fala, “a melhor coisa de ser empreendedor é que você pode fazer tudo e a pior é que você pode fazer tudo também”.

FELIPE: Inclusive errar.

DANIEL: É. Exatamente. Tomar muito cuidado com isso. Mas o foco é o mais importante, o que que você quer fazer, fazer e delegar, que nós comentamos antes, como é importante delegar.

FELIPE: É. Eu acho que você falou uma palavra muito importante que é a tal da resiliência.

Muitas pessoas falam, “não, eu gostaria, eu tenho essa vontade”, mas é energia. Então assim, por quanto tempo você está disposto a botar energia no negócio para fazer aquilo acontecer?

Só vou dar um exemplo do (Glids). Eu já tenho a sociedade na agência digital, e o (Glids) eu comecei ele em casa, trabalhando à noite e todos os domingos e feriados. Eu estou há praticamente dois anos e meio trabalhando em todos os domingos e feriados sem parar nesse projeto a parte.

Você está disposto a fazer sacrifício na sua vida e trabalhar todos os domingos e feriados e alguns dias à noite na sua casa para tocar um sonho seu ou empreender? Você tem que pagar um preço também e, para isso, é esse lance do mindset, essa questão da resiliência, eu acho que é muito importante. O foco, com certeza, tem que ter o foco, tem que manter energia.

Eu vi um vídeo no Youtube há uns anos atrás, era um palestrante, era um evento do Sebrae e esse palestrante ele montou uma equação na lousa, eu achei muito legal, nunca mais esqueci disso aí. E ele colocou assim, ele colocou um sinal de igual e pôs assim: sucesso. A equação antes é: o que que essa equação precisa ter para você ter um resultado como sucesso? E aí ele colocou na equação um caractere, um X, ele colocou um x na equação e disse, “esse x aqui é o (inint 52:35) do mercado que você vai abrir o teu negócio”, ou seja, ele quer dizer que é importante você saber sobre o mercado que você vai (abrir), então isso é importante para você ter sucesso.

O outro, o quanto de capital você tem para você poder começar o negócio, para você poder começar a girar o negócio, ele colocou um Y ali e botou um sinal de multiplicação.

E o terceiro item é o quanto você vai colocar de energia nisso daí, é o quanto você conhece do mercado, do teu produto e tudo mais, o quanto você tem de capital e o quanto você vai botar de energia. E aí multiplicou todos eles e um igual e sucesso. Ele falou assim, “não importa o quanto você conheça o teu produto e o teu mercado, não importa o quanto você tem de capital, se você meter zero de energia e você multiplicar tudo isso daqui você vai ter zero lá atrás”. Se você não está disposto a botar energia e fazer o negócio acontecer, esquece que o negócio não vai rolar. E é isso aí.

Energia, às vezes você não tem muito capital, mas você tem que ter muita energia, muita. Tem que estar estudando, tem que estar refletindo o tempo todo, buscando parceria. É aquele negócio, “pô, eu não tenho o dinheiro” “tá, então vamos usar a criatividade, o que que a gente pode fazer então?”, “ah, então eu preciso de um programador para desenvolver o meu startup, aí não tem o dinheiro para pagar um”, “ótimo, encontra um legal e bota ele como sócio.” Está resolvido.

DANIEL: Vai em evento, conhece gente. Vai em internet, fórum.

FELIPE: É, vai atrás. É isso, é você tentar encontrar saídas fora da caixa.

DANIEL: Quem quer, quer e faz, quem não quer, dá uma desculpa, não é?

FELIPE: Perfeito.

DANIEL: Exatamente. Eu vi esses dias também, “winners não dão desculpa, vencedor não dá desculpa.” É isso, vai atrás e faz acontecer. Fantástico.

Fe, quais ferramentas de marketing digital que você mais usa atualmente? Você é um cara que gosta de ferramentas que nem eu assim.

FELIPE: Eu não estou usando muitas, na verdade, eu estou um pouco fora, estou na parte um pouco mais administrativa hoje.

Mas assim, lá na agência a gente trabalha muito com o (inint 54:50), é fantástico, até como ferramenta para a prospecção comercial faz parte, porque antes de entrarmos em contato com o cliente, nós já fazemos uma análise de toda a presença digital dele, para ver como que ele está posicionado, como que ele está posicionado em relação aos concorrentes, tráfego orgânico, tráfego pago, presença em mídia social, enfim, nós montamos todo um relatório legal. Isso também para os clientes, também fazemos todo esse mapeamento.

E também para mensurar o nosso trabalho, porque no final do mês nós temos que mandar um relatório e falar, “ó cliente, nós tivemos sucesso” ou “perdemos posicionamento”, e tudo mais.

Nós trabalhamos muito com o Facebook Ads e com o Google AdWords. Essas são as três principais ferramentas que usamos lá. Tem o Analytics também que é fantástico, do Google também, mas basicamente, esses caras aí que a gente trabalha.

DANIEL: O RD Station, vocês estão usando também.

FELIPE: Esqueci de falar do RD.

O RD, nós somos parceiros gold deles. O RD Station para o inbound marketing é a premissa, sem ele você não consegue fazer todo o trabalho.

O RD Station, para quem não conhece, ele é uma plataforma SaaS, onde você configura todos os dados da sua empresa e lá dentro você gera as landing pages que são páginas para a capitação de leads, capitação de contatos. Você tem toda a parte de fluxos de nutrição, você deixa toda uma inteligência de mensagens já pré-configuradas e você cria ações com gatilhos. Por exemplo, “o usuário fez determinada ação então dispara tal mensagem”, “o usuário acessou tal página então dispara X mensagem.”

E tudo isso tem toda uma inteligência por trás para você poder acabar gerando entrega de conteúdo de qualidade para o usuário final, para o lead, e aí você vai nutrindo ele ao longo do tempo para que ele se torne aquilo que a gente chama o momento da verdade, o momento da compra. Você vai nutrindo ele com informação até que ele esteja pronto para comprar o teu produto e o teu serviço, e isso é mágico.

Quem ainda não descobriu isso, põe inbound marketing aí, vai pesquisar, vai dar uma olhada, vai fazer o curso do Daniel. Tem que fazer, tem que conhecer isso aí, porque essa é a nova pegada do marketing. Se você não está vendo isso aí, você já está no caminho errado.

Marketing de conteúdo é a nova vertente, é o novo marketing, é assim que estamos vendo. Está dando muito resultado para os nossos clientes, tanto é que dos oito clientes que nós temos, tivemos um (inint 57:55) até hoje. É fantástico, está bem legal.

DANIEL: Você falou “o momento da verdade.” Fantástico. Eu gosto do conceito do Google que eles falam “o momento zero da verdade”, então é a busca.

O momento um antigamente era a televisão, as pessoas viam alguma coisa na televisão e em algum momento iam ao supermercado, iam para o ponto de venda. O momento dois era o ponto de venda onde você tinha os concorrentes daquele produto também, e aí “bom, vamos ver se o momento da verdade realmente o seu produto vai ser o vencedor.” Só que agora nós temos o momento zero da verdade, que é o Google, os mecanismos de busca.

Aqui no Brasil o Bing, por exemplo, da Microsoft, não é representativo, é o Google mesmo, mas em outros países é representativo, agora aqui é o Google. O Google é o momento zero da verdade, se você não estiver lá tanto em uma busca orgânica ou como um anúncio você não, – é aquilo que você falou no site -, você está em um beco escuro.

Antigamente você, – ou até hoje obviamente, dependendo do seu tipo de negócio -, você estar bem posicionado é tudo, um restaurante bem posicionado é tudo. É isso. Se você não estiver posicionado, não só em termos de localização, mas em termos de mindset na mente, branding, então na mente do seu cliente, você não está lá.

E Fe, com certeza tem muitas outras ferramentas, você sempre me fala do WHM.

FELIPE: Ah, o WHM, sim.

Na verdade, o nome do software é WHMCS, ele é um software de gestão financeira para quem vende subscripition. É muito legal, mas, na verdade, ele é mais uma ferramenta para quem vende hospedagem, mas você pode também transformar isso para venda de serviços, SaaS, enfim, uma ferramenta de cobrança.

O que eu acho legal dele em relação a outros concorrentes, você tem a opção de fechar a assinatura, pagar lá X dólares por mês, mas você também tem a opção de pagar os seus 350 dólares e comprar o software, comprar a licença e você instala isso no seu próprio servidor. Você configura lá o boleto, configura cartão de crédito, você gerencia todos os seus clientes, você marca lá a data certinho, ele vai lá e já manda a fatura para o cliente, tudo direitinho, tem um sistema de suporte integrado, um sistema de ticket.

Hoje é o core lá da agência, nós trabalhamos com essa ferramenta. Eu recomendo, mesmo que você não vá trabalhar com hospedagem, se você vai trabalhar com qualquer outro serviço, ele se encaixa perfeitamente, você só tem que configurar um pouquinho, vai ter que ter alguém que manje um pouquinho de, sei lá, de um HTML, de CSS, um pouquinho de código fonte ali para você poder fazer algumas customizações mais específicas. Mas fora isso aí, uma vez configurado, é uma ferramenta incrível e você não fica preso aí a esse Fee mensal constante aí dessas soluções que tem nacional.

DANIEL: A pegada do Vitamina, e enfim, nós falamos bastante da Rainmaker Platform, é um pouco diferente, mas é uma pena nesse momento que ainda não tenha aberta da API aberta da Rainmaker, mas em breve vai ter e aí integrar com esse tipo de solução para o Brasil é muito importante.

Às vezes eu converso com as pessoas e a rainmaker é uma plataforma fantástica, mas que por não ter uma API aberta e por não, por exemplo, integrar com Pagseguro, com Rotomart… O Rotomart é um ponto decisivo para a maioria aí principalmente dos produtores digitais, que usam Rotomart. Quando tiver isso, – e que deve ter em breve -, porque abrir uma API é algo básico, digamos assim, para qualquer serviço, para qualquer site.

FELIPE: Ainda mais nos dias de hoje.

DANIEL: Exatamente. E apesar da Rainmaker ter já há três anos, se eu não me engano, não é beta, foi beta acho que só 2014 e aí lançou-se no mercado, mas está ficando maduro agora, está ficando um software maduro agora, depois de três anos de desenvolvimento, e é uma empresa que já tinha vários outros produtos. Eles já tinham, por exemplo, a parte de membership site, eles já tinham tudo isso desenvolvido, já tinham a parte de SEO, que é o Scribe, já tinha o serviço de hospedagem, já tinham toda a parte de template, que é o (gene 01:02:25) do WordPress, – que nós já vamos entrar nisso aqui agora, que eu preparei um bate bola aqui. Vai ser legal.

Ainda não tem, mas o WHM seria muito interessante se integrar e usar, porque essa parte de faturamento é uma parte extremamente necessária.

FELIPE: Necessária para qualquer negócio.

DANIEL: E é uma parte assim, para mim, é uma parte chatíssima assim, lidar com isso.

E Fe, qual estratégia de mídia que você sente que mais funciona hoje para o seu negócio?

FELIPE: Hoje a Next4, ela está muito bem posicionada no orgânico, então nós temos uma baita economia de grana em mídia. Mas assim, o AdWords funciona muito bem para quase todos os negócios do Google. Se você vai fazer estratégias de inbound marketing, você vai trabalhar com landing pages, você é praticamente obrigado a trabalhar com AdWords porque essa landing page, ela não vai ter tráfego, você tem que trabalhar com AdWords, com palavras-chaves, com links patrocinados.

E se você trabalha com um nicho de mercado muito específico ou com um produto de massa ou produto de consumo B2C, o Facebook Ads é muito legal também.

E aí você tem outras ações integradas que fazem parte, você tem o e-mail marketing para a tua base, você tem todo o inbound marketing, que é o conceito do blog, de você gerar material escrito, gerar material em vídeo e fazer essa nutrição com o cliente por e-mail, isso também é imprescindível.

Eu acho que esses seriam os principais aí. Eu não sou a melhor pessoa para responder isso aí porque eu estou um pouco fora, mas basicamente é isso aí, espero ter contribuído aí.

DANIEL: Com certeza. Quer dizer, o SEO é fundamental.

FELIPE: SEO, isso, exatamente.

DANIEL: É fundamental.

FELIPE: Tem que fazer.

DANIEL: Ainda mais com, por exemplo, o orgânico do Facebook tendo ido para baixo como é hoje.

FELIPE: Sim.

DANIEL: Ou você investe em Ads ou você tem realmente a produção de conteúdo, que é o princípio básico e, mesmo assim, não é fácil você se posicionar organicamente.

No caso de vocês a Next é desde 2005, não é?

FELIPE: Isso.

DANIEL: E criação de sites, quer dizer, vocês estão na primeira página em criação de sites há muitos anos. Quanto antes você começa, melhor, o tempo do domínio.

FELIPE: É. Para você ganhar o SEO hoje, você vai ter que ter um domínio antigo, você vai ter que ter o código fonte otimizado com as palavras que você quer usar na medida certa, se você exagerar o Google vai te penalizar por isso, você vai ter que usar técnicas White Hat que são técnicas legais. Você usar técnicas ilegais e se você for descoberto você vai ser penalizado por isso também. Você vai ter que ser autoridade no assunto que você está falando.

Como Google mede isso? Pela quantidade de outros sites linkando para o teu site, que é o que chamamos de inbound links. Você tem que produzir conteúdo no teu blog, se você hanckear bem para uma determinada palavra-chave, faz um artigo tema, bota esse artigo no blog, cria outro artigo e coloca em um parceiro que esteja falando o mesmo assunto.

Hoje você tem plataformas bacanas (inint 01:06:03), onde você gera o material e você manda para eles, esse material vai sair… tem lá um critério deles lá, mas pode sair no Terra, pode sair no Estadão, pode sair em um monte de lugar. Isso gera links de qualidade para você, para o teu site. Também não adianta você ter um link de um site de um Zé ninguém também, isso também não rola.

Tudo isso aí vai contar. E o tempo. Se você está atualizando todo o tempo o teu conteúdo, se o teu site está rápido, se você tiver o site muito lento também isso vai te prejudicar. E à medida que você vai ganhando autoridade o Google vai jogando você lá em cima, e não é fácil, porque tem palavra-chave que é muito concorrida.

DANIEL: Essa questão da velocidade é fundamental. E o próprio Google Analytics te dá quais páginas estão lentas, que você tem que otimizar.

E mais interessante que eu descobri esses dias, que eu não sabia, porque eu não sou um cara que fico muito em cima do Google Analytics, eu não fico muito em cima dessa parte de análise efetivamente, eu estou mais na produção. O que eu descobri, que eu achei fantástico, ele te dá as imagens já otimizadas, sabia que você consegue baixar as imagens que o próprio… Você entra lá, você vai em engajamento, conteúdo e acho que velocidade, e ele te dá quais páginas estão lentas. Se você abrir lá, ele tem lá embaixo, ele tem um linkezinho, download do CSS comprimido, imagens em Java script tudo comprimido. Eu não consegui comprimir as imagens em lugar nenhum que nem ele te dá lá, ele te comprime tudo 1k, 2k, 3k, umas imagens assim, você fala, “meu, impossível que ele fez isso” e ele já te dá a imagem, tudo na hora. Só o tempo de você abrir um Photoshop, abrir um Canva, que a gente fala muito, processar, mandar para o serviço, para o serviço comprimir. Não, ele já te dá tudo comprimido em uma pastinha, você só substitui e já é um certo tempo. Mas isso foi uma dica…

FELIPE: Mão na roda, com certeza, não sabia não. Legal, obrigado por compartilhar essa dica.

DANIEL: Entra lá e você já vê as páginas que estão mais lentas. Eu achei umas páginas. Nós temos alguns posts do Vitamina que, por exemplo, 23 blogs, referências de designer, os 27 blogs mais acessados de designer. Tinha 27 imagens, estavam relativamente otimizadas, reduziu assim, algumas páginas reduzindo 10 mega, seis mega na página, é muita coisa. E tem algumas que eu nem sabia que não estavam otimizadas, por outras coisas mais antigas e aí reduziu muito, a gente espera que tenha um ranking melhor.

Mas como você comentou a velocidade tem sido um dos pontos mais cruciais por causa do Mooble, então em celular não vai acessar.

FELIPE: Sim. O site tem que ser responsivo hoje em dia, isso você já vai perder ponto. Se teu site está defasado, já pensa nisso. Porque assim, acho que no ano passado, nós tivemos a inversão do gráfico, mais pessoas hoje acessando internet pelo celular do que via desktop. Ultrapassou. É importante pensar no Mooble porque é uma vertente que está e que veio para ficar.

DANIEL: É. E um ponto legal que tem se falado é pop-ups intrusivos que pegam a tela inteira, principalmente no celular, penalizam muito, apesar de alguns testes ainda não terem mostrado isso, eu acho que está demorando um pouquinho mais, está dando um tempo mais aí para o pessoal mudar. Mas tem uns sites que você entra e o pop-up do pop-up atrapalha você tirar o pop-up, porra, não dá.

FELIPE: É demais. É foda.

DANIEL: Fe, nós estamos encerrando aqui, eu quero fazer um bate bola rápido com você aqui, rapidinho. Windows ou MAC?

FELIPE: Porra meu, não pode ser Linux?

DANIEL: Esse aqui foi pegadinha. Esse aqui foi pegadinha mesmo porque eu sei que você é um cara do Linux.

FELIPE: Só para esclarecer para o pessoal. Minha máquina roda Windows, mas assim, por conta dos outros softwares, mas assim, eu sou um amante da filosofia Linux, do Open Source, do software livre, que o pessoal não gosta que dizem Open Source e sim digam software livre.

Eu sou amante dessa filosofia, eu acho muito legal esse lance da comunidade produzir o software e realimentar e expandir, eu acho muito legal. Não gosto de nada fechado, centralizado e cercado.

DANIEL: Apple.

FELIPE: Mas eu acho, – ia falar um palavrão aqui -, mas assim, eu acho bem legal, eu acho muito legal as soluções da Mac. É que assim, eu tenho muita pouca experiência. Para você ter uma ideia eu tenho só um tablet em casa da Apple, mas eu escolheria um Linux, mas eu gosto dos dois, não tenho nada contra.

DANIEL: Nada contra. Não, eu achei legal você ter falado isso, pessoal não gosta que fale esse código aberto por causa dessa percepção de falta de segurança seria? O software livre. Que é diferente, você fala “código aberto”, você fala, “pô, mas não quero que meu código seja aberto de jeito nenhum.” Aí é por isso?

FELIPE: Então, eu li uma matéria assim, eu não estou recordando muito dos detalhes, mas assim, você vê, por exemplo, a Microsoft hoje apoiando o Ubuntu. Você vê essas grandes corporações querendo entrar aí no mercado de software Open Source. E aí eu li essa matéria e esse cara estava fazendo uma crítica dizendo que eles já estavam querendo mudar um pouquinho o conceito, parar de usar o software livre e passar o Open Source.

Porque o Open Source não significa que ele é livre. Você tem softwares Open Source que não são livres. Ele estava fazendo uma crítica para a comunidade usar o nome livre, que isso faz toda a diferença. É uma questão mais conceitual, é uma questão de mindset. Eu achei bem legal.

DANIEL: Entendi. Legal. Segunda: IOS ou Android?

FELIPE: Android.

DANIEL: Android? Eu ia te pegar, ia falar IOS ou Windows Phone?

FELIPE: ((risos)) Windows Phone morreu, pô.

DANIEL: Pô, então, mas o Alê, ele vem com uns dados aí que…

FELIPE: Só ele, não é?

DANIEL: Só ele.

FELIPE: O cara trabalha na Microsoft, pô. Se ele não curte a empresa dele, aí ferrou.

DANIEL: Ele veio com uns dados. Para quem não sabe, o Alê é o meu irmão, Alexandre Chohfi, trabalha na Microsoft agora, ele começou agora faz pouco tempo. Mas nós temos discussões homéricas aqui às vezes, eu, o Felipe e ele, quando nós vamos tomar uma cerveja, nós vamos sair, vai em um bar conversar um pouco, enfim. Porque a gente tem um cara aqui de Linux que sou super a favor da Apple, dos produtos da Apple e o meu irmão é Microsoft total. E eu lembro que teve uma discussão legal, que foi com o João. O João, não é?

FELIPE: O João, é.

DANIEL: E ele era do…?

FELIPE: Ele é TI, ele é dos dois, ele é um pouco Microsoft, um pouco Linux.

DANIEL: Ele queria causar, faz muitos anos essa conversa.

Fe, WordPress ou Joomla!?

FELIPE: Essa é uma pergunta difícil porque eu comecei no WordPress, saí do WordPress, fui para o Joomla e o Joomla foi o carro-chefe na Next4 desde a versão 1.5, e hoje está na 3.6.

Durante uns sete, oito anos nós nos desenvolvemos 90% dos projetos em Joomla. Eu me sinto muito confortável com o Joomla, mas hoje, vamos falar hoje, hoje eu talvez daria o braço a torcer para o WordPress. Mas são duas plataformas que eu gosto muito.

O que eu senti do Joomla, de uns anos para cá, é que a comunidade de desenvolvimento meio que tirou o pé do acelerador e deixou um desenvolvimento mais capenga, mais safado. E o WordPress, ele avançou bastante.

Mas aí a questão é, qual é a tua finalidade? Essa é a pergunta base. Porque os dois fazem chover, como você fala, dá para você ir muito longe com os dois, com as duas plataformas. Mas se você estiver pensando em um X, em usabilidade para o usuário em relação à administração do site ou se for um blog, talvez hoje, eu talvez iria para um WordPress.

DANIEL: Vou fazer a minha resposta assim, e eu acho que é legal para a gente complementar. Porque eu conheci o Joomla acho que com você, o conective, acho que foi você que apresentou o Joomla. Na época fazia sites em Flash e ActionScript. Na época, tal era…

FELIPE: Flash não morreu.

DANIEL: Flash não morreu.

FELIPE: É uma brincadeira que nós temos na agência lá. Tem um cara que adora Flash e até poucos anos atrás, sei lá, um, dois anos atrás um levantou a bola lá, “o Flash morreu”, tal e não sei o que, ele, “não, não morreu por causa disso, disso, disso”. E até hoje a gente brinca com ele, que o Flash não morreu.

DANIEL: Mas ainda tem alguma coisa em Flash que se faz?

FELIPE: Não, o Flash morreu.

DANIEL: Morreu totalmente assim, não é?

FELIPE: É fato, morreu, não tem mais. Só roda em browser e não tem mais aplicação. Até profissionais da área…

DANIEL: Nem no browser.

FELIPE: É, só roda no browser. Profissionais da área já mudaram faz tempo. Eu vi lá os mais reticentes, até eu tinha um amigo…

DANIEL: O Henrique.

FELIPE: Não, o Rodrigo (Pixel).

DANIEL: Rodrigo (Pixel). Não era o cara do Studio Tag?

FELIPE: Ah, ele também, mas no caso aí eu estou falando do Rodrigo, ele era high-end de Flash, ele virava do avesso o Flash. Fazia trabalhos incríveis. E eu lembro que quando a Apple, a Apple foi a primeira a chegar e falar, “meu, Flash não vai rodar nos meus dispositivos”, eu cheguei para ele e falei, “cara, o Flash vai…”.

DANIEL: Vai morrer.

FELIPE: “… vai dançar, cara” e aí ele, “não, imagina.” Mas naturalmente foi caindo fora. A Microsoft tentou lançar lá o Silver (laier), né?

DANIEL: Silver Light.

FELIPE: Light. Isso. E foi embora. Mas assim, o Flash era terrível. Eu como modelo de negócio, quando eu desenvolvia site lá no início eu abandonei porque a manutenção era cara, você era extremamente dependente de um profissional. E outra, o cara que desenvolvia em Flash, ele fazia lá, se você fosse entregar aquilo para um outro cara ele já ia começar, “não, porque esse cara fez errado, não sei o que, preciso refazer”, era terrível.

DANIEL: É porque entrou também… você do Flash podia programar, orientado objeto. Entrava esse tipo de discussão, “putz, mas isso daqui não está orientado objeto. Vamos quebrar tudo, começar tudo do zero e fazer direito”. E, de uma certa forma, faz sentido.

FELIPE: E tinha o lance do ego também na parte de programação que o cara olha e fala, “ah, o cara programou assim, não era para ter feito assim, tem que fazer assado, vamos jogar fora isso aqui e fazer de novo.” E aí é dinheiro, era foda.

DANIEL: Eu tive um projeto, que era um template do Template Monster mais legal que a gente já tinha comprado na época, isso daí faz uns 10 anos, e o site era lindo, fantástico. Só que tinha uma parte que nós vendemos para o cliente que teria lá as notícias no Flash. Ferrou tudo porque ao usar o Flash e ter que ter a ligação com o banco, tinha que usar, não me recordo, não vou lembrar agora o nome do banco que o Flash usava, não dava para ser outra coisa para ele fazer o display das notícias lá. Depois que nós vendemos a ideia e depois que falou, “olha, desculpa, mas vai ficar difícil, nós erramos realmente, não vai dar para colocar as notícias ali”, “não, agora eu quero a notícia aqui, está no contrato.” Nossa, mas foi homérico assim.

Eu acho que aí depois de não sei quanto tempo nós conseguimos, mas foram seis meses de projeto, realmente foi muito ruim. Porque nós descobrimos era banco de dados com Flash, naquela época negócio complicado.

Mas voltando só à questão do WordPress ou Joomla. O Joomla tem umas coisas, e eu sinto falta até hoje no WordPress. A habilidade de você ter um menu para um grupo específico de usuários, putz, isso não tenho nem do WordPress, nem na Rainmaker, que é o WordPress.

A Rainmaker, ela te traz uma série de benefícios, mas fecha ainda mais porque você não tem… você até pode usar o seu template, o seu template mesmo, ter acesso ao HTML, mas você não pode ter um acesso irrestrito ao servidor, principalmente para o resto funcionar, para o membership funcionar, para o e-mail marketing, automação de marketing, para todo o resto da máquina funcionar, eles fecham de uma certa forma. Mas para sistema eu acho que o Joomla ainda… o framework, é um sistema muito maior. Acho que o básico, pelo que eu me recordo assim, vai, WordPress são 10 mil linhas de código, alguma coisa assim, o Joomla são 100 mil linhas, o core, alguma coisa assim.

FELIPE: Eu sinceramente não lembro mais. Mas assim, o Joomla, ele era um pouquinho maior em relação a (tamanho) de código.

DANIEL: Bem maior, eu lembro que era bem maior.

FELIPE: Por exemplo, você falou agora em sistema. Hoje em dia, quando vamos desenvolver sistema nós estamos trabalhando com PHP e com Framework, ou seja, estamos fazendo tudo na mão. Escolhemos aí na agência para trabalhar com framework Yii, se eu não me engano foi um chinês que desenvolveu. É um framework animal para quem trabalha com PHP. Assim, para sistema estamos usando esse cara, está fazendo tudo na mão.

Um grande benefício é que você tem total flexibilidade para moldar o teu sistema e à medida que você vai ganhando experiência e você vai desenvolvendo essa ferramenta, você vai desenvolvendo os seus pedaços de código. Você reaproveita muita coisa.

O problema hoje de Joomla e WordPress, mais o Joomla, é em relação ao peso, ele é pesado, ele tem uma administração pesada. É óbvio que dá para você melhorar muito isso se você souber o caminho das pedras, mas ele é um site pesado.

Por exemplo, o site da Next4 hoje, nós montamos um site em HTML na mão, não tem nem banco. O carregamento hoje é HTML com Java Script, é um negócio muito relâmpago. E também é um site institucional, não tem demandas, é um site institucional com formulário, não tem demandas incríveis.

Mas se você está pensando em desenvolver um site para um negócio que você vai ter grande volume de acesso, você vai precisar de escalabilidade, vai fazer na mão, esse é o melhor caminho, foge, até por questões de segurança. Porque tanto o Joomla quanto o WordPress, você tem dezenas de brechas de segurança, e como ele é um projeto Open Source, à medida que as brechas de seguranças vão sendo descobertas, elas são públicas, elas se tornam públicas. E você tem muito adolescente que, vai, sobe o cara em Linux lá e vai rastrear a internet em busca dessas brechas, e a hora que ele encontra, ele vai lá e bota o nome dele, bota a fotinho dele, bota o nome do grupo hacker dele e tudo mais.

A chance do seu site, feito em WordPress ou Joomla desatualizado ser hackeado é praticamente de 100% em um período de um ano, um ano e meio se você ficar com ele desatualizado. Por mais ferrado que seja o seu servidor de hospedagem, eles vão entrar.

Pensando em longo prazo, pensando em tudo isso aí, é um projeto que se você for montar nessas plataformas, você vai ter que pensar em manter ele atualizado, manter ele corrigido. Isso é um negócio fundamental.

DANIEL: É, o grande problema dos sites, a maioria dos sites era essa parte, era manutenção, atualização de um plug-in que não funciona com outro no WordPress principalmente, no Joomla.

FELIPE: Também tem isso.

DANIEL: Eu quero atualizar o WordPress para manter seguro, mas aquele plug-in, que é fundamental para o site não pode funcionar com essa função. É aí que o bicho pega muitas vezes.

FELIPE: É. Muitas vezes você acaba usando extensões de terceiros e, na maioria das vezes, essa invasão, ela acaba ocorrendo por essas extensões. É uma questão bem delicada, porque não foi nem você que desenvolveu e você ter que colocar o custo disso em cima do projeto também fica bem inviável.

Aí, como estratégia, que que a gente acaba assumindo é: fazer backups constantes, “foi invadido? Sobe o backup do dia anterior e está tudo certo e vai corrigir a brecha.” É uma ação mais passiva do que proativa. E não é tão custosa você fazer isso aí. Você tem que garantir que o site não vai ser invadido e tudo mais, é complicado (nos dias de hoje 01:23:45).

DANIEL: Por isso que nós recomendamos, se você quer blog, “realmente eu quero fazer o mais simples possível, o melhor possível, mas com o menor investimento possível.” WordPress.com, ele é uma alternativa para você entrar com o pé direito sem investimento. E aí por estar lá acho que a chance de hacker, eu imagino que no ponto com…

FELIPE: Você diz quando ele fica hospedado no próprio WordPress. Na verdade, assim, se ele estiver desatualizado ou se você estiver com uma extensão pirata, uma extensão com brecha, você vai ser invadido…

DANIEL: Mas acho que lá nem tem como você…

FELIPE: Ah, você não tem como?

DANIEL: Você como instalar nada.

FELIPE: Ah, entendi.

DANIEL: Mas esse é o básico. Assim, digamos, você não vai longe dessa forma, é uma primeira forma de começar, começar a testar, começar a aprender blogar e tal.

FELIPE: Eu começaria da seguinte forma: hoje uma hospedagem é barato. Até se você quiser economizar mesmo, você pode hospedar lá, você vai gastar dois dólares, quatro dólares por mês, você vai ter uma puta hospedagem para você manter um blog e o seu domínio. Você tem um custo fixo, um custo anual de, sei lá, nem uma centena de reais, 100 reais que seja por ano. Que seja, que seja por ano. É muito barato hoje você poder ter o teu blog no teu próprio domínio.

Isso eu acho que é essencial se você tem intenção de lançar um blog com uma perspectiva comercial. Uma perspectiva de querer crescer aquilo com uma pegada profissional, entendeu? A não ser que você queira montar um blog para falar sobre qualquer assunto e é isso e acabou, aí você monta um blogger.com ou até dentro do WordPress.

DANIEL: Você viu? Acabaram de lançar, chama StudioPress Sites. Você ouviu falar? Também é da Greenmarket, que é a do Genesis, que é o maior framework de sites em WordPress, tem mais de 200 mil sites feitos só com o Genesis, 230 mil sites, alguma coisa assim. E eles lançaram exatamente esse sistema.

Onde você tem o WordPress hospedado com eles, que é hospedado com o Genesis, que é um puta de um servidor, que tem o Sucuri, para a parte de segurança e você até pode instalar vários plug-ins, só que só os plug-in que estão na base que eles já homologaram. O plug-in de Membership é esse aqui, o plug-in de não sei o que, é esse aqui. Por quê? Porque normalmente o cliente escolhe exatamente aquele plug-in que vai dar problema, na hora de atualizar não vai funcionar.

Essa seria acho que o que eu recomendo para quem não está ainda no momento da Rainmaker, que é, que você tem automação, tem e-mail marketing e que não é barato em um primeiro momento, para você realmente estar começando. Hoje acho que são 145 dólares/mês. Já o StudioPress Sites acho que está a partir de 22 dólares mês, se eu não me engano.

FELIPE:  Já é viável.

DANIEL: Se você for pensar, para você ter hospedagem, template, você tem os melhores templates, custa acho que 99 dólares cada template, mas nessa subscription você tem todos os templates deles, você escolhe o template que você quiser.

E plug-ins, aliás, plug-in não está incluso. Se você precisar de algum plug-in acho que você tem que adquirir a licença daquele plug-in. Mas aí eles fazem a manutenção, já deve ter algum acordo, alguma coisa assim. Essa é uma solução legal.

E outra coisa que eu ia te perguntar é, Black Mirror, você chegou a assistir?

FELIPE: Cheguei. Eu adorei. Eu acho que assim, é um tapa na cara. São situações que nós vivemos hoje, no dia de hoje, e outras que são perfeitamente passíveis de acontecer. Depois que terminávamos de assistir, ficávamos no sofá meio tenso assim.

DANIEL: Dá medo, não é?

FELIPE: É. É um tapa na cara para ser bem direto assim. Para quem não assistiu aí, quem tem Netflix, põe lá “Black Mirror”, são duas temporadas, tem mais ou menos uns 12 episódios eu acho.

DANIEL: Eles lançaram a terceira.

FELIPE: Lançaram a terceira agora?

DANIEL: Que é da própria Netflix, a Netflix comprou.

FELIPE: Ah, que legal!

DANIEL: Tenso. Nossa!

FELIPE: É? Essa eu preciso assistir. Mas vale muito a pena. Eles fazem alguns ensaios sobre o futuro, sobre coisas que podem acontecer conosco. Assim, e também uma crítica ao nosso modelo moderno de viver, essa questão da internet, essa questão da rede social, essa questão da reputação online, de você querer parecer bacana para todo mundo. E também essa questão de hardware.

Tem um dos episódios, que o cara tem na íris dele, no olho dele, uma câmera, como você tem na câmera do celular, tudo o que ele está visualizando está sendo gravado, o áudio, vídeo. E aí isso acaba gerando todo um nível de paranoia muito doido. Porque em um dos episódios o cara, ele fica desconfiado que a mulher está traindo ele, então ele fica voltando as imagens para ver como ela conversa com o outro cara, como ela mexe no cabelo, como ela olha, como ela está se comportando. E são coisas que no nosso dia a dia nós não prestamos atenção. E você imagina você ter acesso a todas essas imagens o tempo todo. Enfim, é um seriado bem bacana.

DANIEL: E um implante, porque nesse caso é um implante no cérebro e no olho. Só que o Google Glass era basicamente isso.

FELIPE: Isso. É.

DANIEL: Se você for pensar, sem implante nenhum. É muito louco, não é?

FELIPE: É. Muito louco.

DANIEL: Mostra como que nós, como sociedade, não estamos preparados ainda para essa tecnologia e que a tecnologia vai vir quando a sociedade estiver mais preparada porque o bicho pega.

FELIPE: É complicado. Nós vamos ter um nível de acesso à informação que requer que tenhamos uma mentalidade diferenciada, porque vamos ter acesso à uma verdade que nós não temos hoje.

Por exemplo, uma cena lá do episódio. A garota estava discutindo com o rapaz, aí ela falou, “ah, você falou tal coisa, não sei o que” e o cara falou, “não, eu não falei e não sei o que”, “ah é? Não falou? Então olha aqui”, aí ela pega e joga na TV a cena e fala, “ó, está vendo? Você falou”. É complicado você… Eu acho bem complicado.

E aí assim, tem uma outra cena interessante também, que eles estão em um jantar e uma das moças que estão no jantar fala, “não, eu optei por não ter essa tecnologia.” Ela tirou o implante, tirou a lente, tirou a câmera porque ela optou a levar a vida dela como uma pessoa que não tem esse tipo de recurso.

Por um outro lado você pode pensar, “putz, que animal, eu vou poder ter tudo gravado, olha só que poder que eu vou ter em mãos”, mas ao mesmo tempo que você vai ter todo esse poder na sua mão, você também vai ser escravo disso, de um certo sentido da tua vida. Foi bem interessante esse contraste.

DANIEL: É, que nem se fala muito do minimalismo hoje, assim, em outro grau. Mas nós podemos ter tanta coisa, mas será que precisamos de tanta coisa? Não dá para viver muito bem com o básico, com o mínimo e dar muito mais valor às relações, às pessoas e não às coisas? Interessante esse paralelo.

E você tinha comentado do biohacking, que é um negócio que você está bem e que é superinteressante, eu também acho superinteressante. Por outro lado, tem que se tomar cuidado também com isso, para esse biohacking não…

Tem o próprio filme que saiu novo agora, esqueci o nome do filme, mas saiu um filme novo que é exatamente sobre essa questão. Hackear, melhorar o ser humano dessa forma.

FELIPE: Essa questão do biohacking assim, não estou falando de implante, de ciborgue, nem nada. Seriam técnicas que você vai usando. Por exemplo, começa escolhendo o que você vai comer. Começa de manhã, você tomando um banho em uma água pura, começa você tendo uma qualidade de sono, você, por exemplo, dormir em um quarto totalmente escuro para você produzir uma determinada substância lá, eu não me lembro agora…

DANIEL: Melanina, não é? Alguma coisa assim.

FELIPE: É, alguma coisa nesse sentido, que só é produzido no escuro. Outra coisa é você já deixar a roupa do seu dia seguinte já organizada, você já deixa lá a sua calça, sua camisa, sua cueca, sua meia, tudo organizadinho. A hora que você acorda, você vai lá e veste. É igual você estava comentando hoje, antes de começar aqui a nossa entrevista, do caso do Obama, ele já tem a roupa dele escolhida, ele já tem a comida dele escolhida.

DANIEL: Agora não tem mais, não é mais presidente. Agora é o Trump.

FELIPE: Tem um estudo aí, não sei, uma coisa que eu escutei, que nós gastamos muita energia quando precisamos tomar decisões. E ao longo do nosso dia nós temos muita decisão para tomar. Como, por exemplo, escolher uma comida que você vai comer, a roupa que você vai vestir. A partir do momento que você já deixa isso pronto, você deixa isso já organizadinho, você ganha produtividade.

Esse biohacking é baseado nisso. Desde a alimentação, até o filme que você vai escolher para assistir, do que você está nutrindo a tua mente. Que que você está assistindo? E às vezes se perguntar, “pô, eu gosto de filme trash, de morte, sangue, corta a cabeça e tal?”, mas que que você está nutrindo à tua alma, teus sentidos com isso aí.

Acho que essa questão de você se reavaliar e se questionar, isso tudo é muito importante. Aí entra um questionamento, eu vou eliminar da minha vida tudo aquilo que não faz sentido. Eu tenho um objetivo (inint 01:34:04), isso é importante as pessoas terem isso claro, eu tenho um objetivo na minha vida bem definido? Ou um conjunto de objetivos bem definidos? E aí eu vou eliminar tudo aquilo que não faz sentido. Se você parar para fazer essa análise você vai ver quanta coisa você vai ter na tua vida que não faz sentido. E o biohacking é isso. É você exercitar isso daí.

DANIEL: Legal. Isso é um pouco do que o Goffi fala nos lançamentos, você comentou que vocês adquiriram o curso, vão começar aí agora a fazer. É isso? Tem muito a ver com biohacking?

FELIPE: Tem, tem, tem a ver com biohacking. Assim, a história…

DANIEL: Sei que ele fala de produtividade, não fui a fundo.

FELIPE: Fala. Nós entramos no curso agora, não começamos ainda. Na verdade, nós tivemos acesso a um material, o PDF dele, que é um material de introdução, mas assim, a história dele é muito interessante.

Ele foi um jogador de pôquer profissional com acho que 17 ou 19 anos, e ele foi crescendo na carreira, e chegou uma hora que ele começou a jogar os jogos mais caros, que eles chamam de high stakes. E aí cada jogo desse, valia, sei lá, 100 mil dólares, 50 mil dólares, 150 mil dólares. E ele podia tanto ganhar 150 mil dólares em uma noite, como perder 150 mil dólares. E ele precisava o quê? Estar na melhor performance dele mental, espiritual, de presencial durante o jogo para que ele fizesse as melhores escolhas possíveis dentro do jogo para poder obter (inint 01:35:40), que é vencer. E aí ele começou a buscar uma série de técnicas e tudo mais. E é isso que ele passa no curso dele. Enfim. ele fez coaching, fez, enfim, foi atrás, estudou uma série de técnicas e é isso que ele passa para os alunos dele no curso.

DANIEL: Muito bacana. Fica a dica aqui também então, Gabriel Goffi, do High Stakes Week. Está aí na mídia, está aí na internet bombando.

Fe, gostaria muito de agradecer essa conversa. Para quem quer te conhecer mais, entrar em contato com a Next4, entrar em contato com você, quais são os canais de comunicação?

FELIPE: Pode acessar o nosso site, que é Next4, next4.com.br. Tem os meus canais lá comerciais. Pode também mandar um e-mail para mim se precisar mandar, é [email protected], também atendo aí por e-mail. E é sempre um prazer ter essa conversa com você. Obrigado de coração aí pelo convite. E estamos juntos.

DANIEL: Eu que agradeço, estamos juntos. Obrigado, meu parceiro.

FELIPE: Valeu.

DANIEL: Valeu.

Por Daniel Zollinger Chohfi

Daniel Zollinger Chohfi é empresário, publicitário, e ajuda empreendedores a construírem seus negócios com a internet.

Há mais de 15 anos no mercado, já foi dono de agências de marketing digital no Brasil, morou nos EUA, e é editor-chefe do Vitamina Publicitária, eleito como um dos melhores blogs de marketing pela Hubspot. Recentemente foi destaque na Copyblogger, considerada a bíblia do marketing de conteúdo pela VentureBeat.

17 respostas em “MNM 24: Como Criar o Mindset para Empreender – Felipe Santos”

Sem o Mindset correto nada que a gente tentar levar adiante vai funcionar. Quando a sua mente não acredita, não tem como dar o melhor de si. Em relação as dicas…são ótimas porque tenho também um projeto físico.

Além do conteúdo sobre web/marketing, as dicas de saúde com vibe low carber foi maravilhoso, interessante ver todos os lados que engloba um empreendedor.
Continue assim, pfv.

Muito bom mesmo, comecei agora nessa área e estou a procura de dicas. Já me falaram que mindset para começar a empreender é muito importante. Parabens pelo site…

Sem o mindset correto, nenhum empreendimento sobrevive. Comprei o curso do Conrado sobre esse assunto e também baixei diversos materiais sobre isso para me manter sempre no caminho certo.

Seu podcast ficou incrível e me ajudou muito. Obrigado!

Podcast muito bom!
A dica o google analytics no final do podcast, tem algum video que ensina melhor esse caminho para as pastas das imagens reduzidas. Tentei localizar mais sem sucesso. Parabéns por compartilhar conteúdo de alto nível.

Olá Maurício, obrigado pelo comentário! Dentro do Google Analytics tem uma parte de Conteúdo e Otimização se não me engano, onde você pode pedir a análise de velocidade do site. Após a análise, no final da página ele vai te dar essa pasta com as imagens otimizadas. Vamos ver se abordamos este tópico melhor mais para frente por aqui, mas dá uma Googada que você acha mais informações. Fico feliz que tenha gostado do podcast e até o próximo!

Ótimo podcast, obrigado!
Adoro esse assunto “MindSet”, aprendi muito sobre isso com o Conrado Adolpho, tenho o curso RemindSet dele com uma mulher que esqueci o nome, foi através dos conhecimentos dele que entrei nessa busca insaciável por melhorar minha mentalidade me relação a tudo.
Muito obrigado pelo conteúdo disponibilizado por vocês, muito top também.

Parabéns pelo ótimo conteúdo e pela beleza do site, achei lindo rsrs!

Comecei a pouco tempo no marketing digital e a cada dia que passa estou tentando me aprofundar um pouco mais no assunto, e suas dicas já abriram minha mente para coisas que eu não tinha percebido ainda. Muito obrigada!

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